Diretora e vice foram afastados após descoberta de equipamento em escola estadual de Cambé. Polícia apreendeu dispositivos.

Aluno registrou painel das câmeras de segurança — Foto: Reprodução
O Ministério Público do Paraná confirmou que apura câmeras encontradas em banheiros de colégio estadual em Cambé. Diretora foi afastada.
O Ministério Público (MP-PR) confirmou investigação sobre câmeras encontradas nos banheiros do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, no Norte do Paraná. A apuração ocorre “tanto na esfera cível como na criminal”, conforme nota enviada à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná. O órgão não divulgou quais crimes estão sendo investigados nem o prazo para conclusão.
A Secretaria de Educação do Paraná (SEED-PR) afastou a diretora e o vice-diretor na quarta-feira (21). A pasta também informou que uma comissão avalia os fatos. Uma estudante descobriu a câmera no banheiro feminino na última segunda-feira (19). A Polícia Civil (PC-PR) apreendeu o equipamento nesta quarta-feira (21) e recolheu o dispositivo instalado no banheiro masculino nesta quinta-feira (22).
No boletim de ocorrência registrado por alunas após a descoberta, elas relatam que perceberam que o equipamento estava no local há aproximadamente três anos. Segundo as estudantes, a direção havia informado à época que se tratava de um sensor de fumaça para evitar que estudantes fumassem no banheiro.
O colégio confirmou a instalação das câmeras e negou captar imagens de dentro das cabines. De acordo com a instituição, os equipamentos “estavam direcionados às portas de entrada dos banheiros masculino e feminino, sem captar os espaços destinados às necessidades fisiológicas dos estudantes”.
Após a descoberta da primeira câmera, outro estudante fotografou o sistema de monitoramento do colégio e registrou como eram os vídeos captados. As imagens mostram as cabines e espelhos dos ambientes, incluindo o banheiro masculino. As câmeras instaladas em outros espaços do colégio não apresentam o mesmo formato e estão expostas. A estudante Alessa Gabriele contou à RPC que os responsáveis pelos alunos não assinaram nenhum termo que autorizasse a captura de imagens.
A esfera cível do processo busca reparar prejuízos causados a pessoas, como danos morais decorrentes da violação da intimidade. A esfera criminal investiga se houve crime previsto em lei e aplica a pena correspondente. O MP não estabeleceu prazo para conclusão das investigações.







