Música em 2025: Rosalía e Bad Bunny dominam o cenário

Análise das tendências e perdas no panorama musical do ano

Música em 2025: Rosalía e Bad Bunny dominam o cenário
Lady Gaga durante show na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP

2025 foi um ano marcante para a música, com Rosalía e Bad Bunny em destaque, enquanto a música anglófona perdeu espaço.

O ano de 2025 se destacou por um fenômeno curioso na música: a ascensão de artistas de língua espanhola, como Rosalía e Bad Bunny, eclipsando a produção anglófona tradicional. Historicamente dominantes, os artistas de países como Estados Unidos e Reino Unido enfrentaram um declínio notável, refletido nas paradas musicais e na recepção do público.

A ascensão de Rosalía e Bad Bunny

Rosalía, com seu álbum “Lux”, que mistura catolicismo e música clássica, e Bad Bunny, que lançou “Debí Tirar Más Fotos” e conquistou o título de artista mais ouvido do mundo em plataformas de streaming, foram os grandes vencedores deste ano. Bad Bunny, além de seu sucesso nas paradas, está programado para realizar dois shows no Allianz Parque, em São Paulo, em fevereiro de 2026, evidenciando seu apelo comercial.

Enquanto isso, a produção de Taylor Swift com “The Life of a Showgirl” e os novos trabalhos de The Weeknd e Miley Cyrus não conseguiram reverter a tendência. Lady Gaga, por sua vez, brilhou com seu álbum “Mayhem” e um show gratuito na praia de Copacabana, que atraiu mais de 2 milhões de pessoas, superando o evento histórico de Madonna no ano anterior.

O cenário musical brasileiro

No Brasil, novos ritmos continuaram a emergir. O sertanejo, com suas baladas românticas, dominou as paradas, sendo representado por artistas como Diego & Victor Hugo e Henrique & Juliano. O funk também teve sua cota de destaque, especialmente com a presença midiática de artistas como Oruam e Poze do Rodo, que foram envolvidos em polêmicas legais, mas conseguiram manter sua relevância no cenário musical.

Ademais, o forró e o piseiro ganharam espaço, com Wesley Safadão e João Gomes se destacando, enquanto o rap enfrentou desafios, como a disputa judicial entre Emicida e seu irmão, Evandro Fióti.

Perdas e impactos culturais

2025 também foi um ano marcado pela perda de ícones da música. O Brasil lamentou a morte de Arlindo Cruz, Preta Gil e outros grandes nomes. Internacionalmente, o falecimento de Ozzy Osbourne e Brian Wilson gerou comoção no cenário musical. A morte desses ícones não apenas deixa um vazio nas paradas, mas também uma lacuna cultural que impacta gerações.

Além disso, a presença crescente da inteligência artificial na música começou a ser notada, com a banda Velvet Sundown ganhando atenção, embora ainda não tenha alcançado um impacto significativo em termos de popularidade.

Em um ano em que a música anglófona perdeu relevância, a cultura hispânica se consolidou e trouxe novas perspectivas para a indústria musical. Em 2025, a música se mostrou um reflexo das transformações sociais e culturais, celebrando novas vozes e lamentando as perdas de grandes artistas que moldaram nossa história musical.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: PABLO PORCIUNCULA / AFP