ONGs ambientalistas reagem com preocupação aos resultados das eleições de outubro

Organizações alertam para risco de retrocesso em agenda climática e proteção da Amazônia com novo governo

ONGs ambientalistas reagem com preocupação aos resultados das eleições de outubro
Manifestantes em protesto relacionado a questões ambientais e políticas no Brasil

Organizações ambientalistas expressam temor de que resultado eleitoral de 4 de outubro comprometa avanços em proteção ambiental e clima

Organizações ambientalistas expressaram preocupação com os resultados das eleições de 4 de outubro, alertando para possíveis retrocessos em políticas climáticas e de proteção ambiental.

A ONG Climainfo divulgou nota em 6 de outubro afirmando que avanços conquistados nos últimos anos na agenda de meio ambiente e clima correm risco. “Avanços conquistados nos últimos anos na agenda de meio ambiente e clima correm risco de serem desperdiçados por um possível governo negacionista, vitaminado por um Legislativo dominado pelos lobbies do agronegócio e da indústria de combustíveis fósseis.”

A organização destacou a importância da proteção da Amazônia para o planeta. “A proteção da Amazônia é crucial não apenas para os compromissos e objetivos climáticos do Brasil, mas também para o resto do planeta. Um eventual governo de extrema-direita, alinhado aos interesses dos setores mais retrógrados do agronegócio brasileiro, pode ser a pá de cal para os esforços de evitar o colapso da maior floresta tropical do planeta.”

Carlos Nobre, climatologista e copresidente do Painel Científico para a Amazônia, publicou artigo no jornal Valor Econômico em 6 de outubro alertando para tendência negacionista entre políticos eleitos. “Estamos em um momento em que há um risco muito grande de manutenção ou de aumento do número de políticos eleitos negacionistas em relação às mudanças climáticas. Políticos que apoiam a contínua expansão do agronegócio, o aumento de desmatamento e baixos investimentos na adaptação aos eventos climáticos extremos.”

Segundo Nobre, a composição do Congresso reflete essa tendência. “No Congresso, já há uma maioria de deputados e senadores, por volta de 60%, que apoiam essas ideias.”

As organizações ambientalistas argumentam que a agenda ambiental enfrenta pressões do setor de agronegócio e indústria de combustíveis fósseis na nova composição legislativa.