Mercado reage à diminuição dos riscos geopolíticos e declarações do presidente dos EUA, influenciando preços do ouro e prata

O ouro recua após realização de lucros e redução das tensões entre EUA e Irã, enquanto prata sobe levemente, diante de cenário geopolítico e econômico.
Ouro recua em meio à realização de lucros e arrefecimento nas tensões entre EUA e Irã
O ouro recua nesta quinta-feira (15) com realização de lucros após um período de valorização recente e o alívio proporcionado pela diminuição das tensões entre EUA e Irã. O presidente Donald Trump adotou um tom mais moderado sobre os protestos no Irã, afirmando que as fatalidades decorrentes da repressão já cessaram. Além disso, Trump descartou a possibilidade de substituir Jerome Powell à frente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, o que trouxe tranquilidade ao mercado financeiro.
Na Comex, o contrato de ouro para fevereiro fechou em queda de 0,26%, cotado a US$ 1.623,70 por onça-troy, refletindo a realização de lucros de investidores que buscaram proteger ganhos recentes. A prata para março apresentou leve alta de 1,05%, negociada a US$ 92,347 por onça-troy, recuperando-se de quedas iniciais após o anúncio de que novas tarifas sobre minerais estratégicos dos EUA poderiam ser adiadas.
Impactos das declarações presidenciais nas expectativas do mercado de metais preciosos
As declarações do presidente dos EUA impactaram diretamente a percepção de risco no mercado de metais preciosos, tradicionalmente considerados ativos seguros em períodos de instabilidade. O afrouxamento do discurso sobre o Irã reduziu o temor de escalada militar na região, diminuindo a demanda por ouro como proteção contra crises.
Além disso, a manutenção de Jerome Powell no Fed indica continuidade na política monetária, afastando a possibilidade de alterações abruptas que poderiam gerar volatilidade. Isso contribuiu para um cenário mais favorável às correções de preços após picos recentes.
Prata e outros metais preciosos seguem influenciados por fatores geopolíticos e econômicos
Apesar da queda no ouro, a prata apresentou alta ao longo do pregão. O ING destacou que o metal caiu mais de 7% após atingir um recorde histórico acima de US$ 93 por onça-troy, atribuindo esse movimento à diminuição dos riscos imediatos relacionados a dificuldades na oferta. O anúncio de que o governo americano pode adiar tarifas sobre minerais estratégicos contribuiu para essa oscilação.
Outros metais como a platina para abril registraram alta de 1,01%, negociada a US$ 2.409,90, enquanto o paládio caiu 1,06%, cotado a US$ 1.902,20. Essas variações refletem o equilíbrio entre fatores de oferta, demanda e riscos globais.
Persistência de riscos geopolíticos mantém atenção no mercado mesmo com redução da tensão EUA-Irã
Embora o recuo do ouro e a recuperação da prata indiquem um alívio temporário, especialistas observam que os riscos geopolíticos continuam elevados. A instabilidade no Leste Europeu, por exemplo, mantém prêmios de risco significativos, sustentando o apelo pelos metais preciosos como ativos de proteção.
Bas Kooijman, da DHF Capital, alerta que os desdobramentos na região do Irã e outras áreas podem provocar oscilações futuras no mercado, reforçando a importância de monitoramento constante dos acontecimentos políticos para investidores.
Contexto econômico global e perspectivas para os metais preciosos
O cenário global, marcado por incertezas políticas e econômicas, influencia diretamente o mercado de ouro e prata. A continuidade da política monetária do Fed e o diálogo diplomático entre países contribuem para oscilações moderadas nos preços.
Investidores mantêm cautela diante da possibilidade de novos episódios de tensão que possam reverter o cenário atual, mantendo o ouro como um termômetro importante para avaliação de riscos. Ao mesmo tempo, a oferta e a demanda por metais usados na indústria tecnológica, como platina e paládio, adicionam complexidade às previsões para o setor.
Esses fatores combinados definem o comportamento dos metais preciosos no curto e médio prazo, influenciando decisões estratégicas de investidores e agentes econômicos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Holger Leue via Getty Images





