Menina chegou à creche com hematomas no rosto, lábios e costas. Delegado aponta marcas compatíveis com agressão.

Criança chegou ao CMEI com ferimentos e manchas de sangue no uniforme — Foto: PC-PR
Padrasto de 27 anos foi preso em flagrante após funcionários de creche perceberem ferimentos no rosto e corpo da menina de 2 anos em Palotina.
Um padrasto de 27 anos foi preso em flagrante na terça-feira (20) por suspeita de maus-tratos a uma menina de 2 anos em Palotina, no oeste do Paraná.
Funcionários de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) perceberem ferimentos no rosto e no corpo da criança quando ela chegou à creche. A menina apresentava hematomas no rosto, nos lábios, nas orelhas e nas costas, além de inchaço no nariz, conforme apurou a Polícia Civil. O uniforme da criança também tinha manchas de sangue.
Segundo o delegado Antonio Laercio Sousa, responsável pela investigação, não foi a primeira vez que a criança chegou à unidade de ensino com ferimentos. Cerca de 20 a 30 dias antes, ela apresentou um corte no queixo que precisou de pontos.
O padrasto apresentou versões diferentes para explicar o machucado anterior à polícia. Em um dos relatos, afirmou que a menina havia caído sobre uma mesa de mármore. Em outro, disse que ela tinha caído no chão.
O homem era responsável por colocar a enteada no transporte escolar enquanto a mãe trabalhava. No dia da prisão, ele afirmou à companheira que havia entregue a criança ao motorista e à monitora da van sem ferimentos. Os dois, porém, negaram essa versão de acordo com a Polícia Civil.
Em depoimento, a monitora contou que percebeu um hematoma próximo ao olho da menina durante o trajeto. Ela afirmou que não viu as manchas de sangue porque a criança estava agasalhada. Os demais ferimentos foram identificados quando a menina chegou à creche.
Segundo o delegado, uma das marcas encontradas no rosto da criança apresentava características de uma possível agressão. “Tem ali umas marcas e uns possíveis dedos no rosto da criança”, afirmou Sousa.
Após a denúncia, a Polícia Civil ouviu a mãe da menina, a diretora e a pedagoga da creche, além do motorista e da monitora do transporte escolar. O padrasto foi localizado em casa e preso em flagrante. De acordo com a polícia, a mãe da menina não tinha conhecimento das supostas agressões.





