Exposição 'MON sem Paredes' transforma o parque em museu a céu aberto com esculturas que dialogam com o meio ambiente

O Parque Estadual de Vila Velha em Ponta Grossa foi transformado em museu a céu aberto pela exposição do Museu Oscar Niemeyer.
Confira a programação completa da exposição “MON sem Paredes – Arte ao Ar Livre” em Vila Velha
Local: Parque Estadual de Vila Velha, Ponta Grossa
Intervenção: “Reconstrução” – Tom Lisboa (aço inoxidável)
Intervenção: “O Vazio e a Pedra” – Denise Milan (bronze e basalto)
Intervenção: “Maca” – Alexandre Vloger (madeira ipê e aço)
Intervenção: “Totem Tatu e Totem Urubu-Rei” – Kulykirida Mehinaku (madeira piranheira, urucum, carvão, resina de ingá, concha de caramujo)
Intervenção: “Imaginei um Vento Pintado” – Gustavo Utrabo (vidro laminado sobre estrutura metálica)
- Intervenção: “Anathewma” – Sônia Dias Souza (aço corten e areia)
O impacto do projeto MON sem Paredes no Parque Estadual de Vila Velha
O Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, tornou-se palco para uma experiência inédita ao integrar arte contemporânea e natureza em sua paisagem. A exposição “MON sem Paredes – Arte ao Ar Livre”, iniciada em 25 de fevereiro, representa uma iniciativa do Museu Oscar Niemeyer (MON) para ultrapassar os limites convencionais dos museus, aproximando a população da arte em ambientes acessíveis e abertos. A escolha do parque como cenário reforça o papel do Estado do Paraná em promover cultura e turismo sustentável, valorizando o patrimônio natural e histórico da região.
A curadoria que promove diálogo entre arte e ecossistema local
Com curadoria de Marc Pottier e conceito do artista Fernando Canalli, a exposição selecionou seis obras que se harmonizam com as características naturais do parque. Cada intervenção artística estabelece um diálogo com as formações rochosas milenares e a biodiversidade do local, criando uma narrativa conjunta entre arte humana e esculturas naturais. As obras exploram diferentes materiais e técnicas, desde aço inoxidável e vidro laminado até madeira e basalto, refletindo a diversidade artística e a diversidade da paisagem que as abriga. Essa conexão estimula visitantes a contemplar a relação profunda entre cultura e meio ambiente.
Estratégias do Governo do Paraná para democratizar a cultura
O projeto “MON sem Paredes” é parte da política cultural do Governo do Paraná de descentralizar o acesso à arte, levando exposições para além das sedes tradicionais. A secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, destaca a importância de aproximar a população da arte, especialmente àqueles que enfrentam barreiras para visitar museus convencionais. Assim, o Parque Estadual de Vila Velha, com sua localização estratégica e relevância ecológica, se torna um ponto de convergência entre público diverso, artistas e natureza, contribuindo para a formação cultural e o fortalecimento do turismo regional.
O Parque Estadual de Vila Velha: patrimônio natural e cultural dos Campos Gerais
Com quase mil hectares, o Parque Estadual de Vila Velha é uma das principais unidades de conservação ambiental do Brasil e um destino turístico reconhecido por suas formações areníticas únicas e biodiversidade. As trilhas pelo parque permitem contato com fragmentos preservados de Mata de Araucária e Campos Nativos, além de espécies ameaçadas, como o lobo-guará e a jaguatirica. Situado à beira da BR-376, km 515, no Jardim Vila Velha, Ponta Grossa, o parque oferece infraestrutura para visitantes, com ingressos a preços acessíveis e políticas inclusivas para crianças e pessoas com deficiência. A incorporação de arte contemporânea amplia o potencial cultural e social do espaço.
Perspectivas para futuras intervenções artísticas no Parque Estadual de Vila Velha
A iniciativa representou a primeira fase da expansão do projeto “MON sem Paredes” para além de Curitiba, evidenciando o compromisso do Museu Oscar Niemeyer em alcançar novos públicos. A diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, reforça que levar arte para ambientes ao ar livre é uma estratégia para romper com a percepção tradicional do museu e incentivar o contato espontâneo com a cultura. Planos futuros incluem a instalação de novas obras em diferentes pontos do parque, consolidando Vila Velha como um museu a céu aberto e um polo de cultura integrada à natureza, com benefícios para visitantes, artistas e para a conservação ambiental.





