PCPR orienta mulheres sobre como denunciar crimes virtuais

Polícia Civil do Paraná reforça a importância da denúncia para combater crimes cibernéticos contra mulheres e oferece orientações práticas

PCPR orienta mulheres sobre como denunciar crimes virtuais
Delegado José Barreto do Núcleo de Combate aos Cibercrimes da PCPR orienta vítimas. Foto: Governo do Paraná

PCPR orienta mulheres vítimas de crimes virtuais sobre como identificar, denunciar e se proteger contra abusos cibernéticos.

Importância da denúncia em casos de crimes virtuais contra mulheres

A PCPR orienta mulheres sobre como denunciar crimes virtuais, reforçando que a denúncia é essencial para combater o avanço dessas práticas nocivas. No Paraná, dados do Centro de Análise, Planejamento e Estatística (CAPE) indicam uma redução de quase 6% nos casos registrados em janeiro de 2026, na comparação com janeiro de 2024. O delegado José Barreto, do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), destaca que a culpa nunca é da vítima e que a Polícia Civil possui recursos técnicos para identificar os agressores, mesmo que eles tentem se manter invisíveis.

Tipos de crimes virtuais e orientações para prevenção

Entre os principais crimes virtuais enfrentados por mulheres estão o cyberstalking, caracterizado por perseguição digital e assédio; a sextorsão, que envolve chantagem com conteúdos íntimos; invasão de contas em redes sociais, e-mails ou bancos; e a criação de perfis falsos para enganar terceiros ou prejudicar a vítima. A PCPR recomenda não responder às agressões online, coletar provas detalhadas, como URLs e registros de mensagens, e bloquear os agressores imediatamente. Em casos de ameaça presencial, deve-se acionar a polícia sem demora.

Sextorsão e os desafios da violência digital emergente

O crime de sextorsão é um dos mais delicados, pois envolve chantagem com imagens ou vídeos íntimos, muitas vezes gerados ou manipulados por inteligência artificial. O delegado Barreto alerta para a necessidade de manter a calma, não ceder a pagamentos e preservar todas as evidências, preferencialmente com o auxílio de um cartório para formalizar a prova. A legislação brasileira tipifica como crime a divulgação não consentida de cenas íntimas, com punições severas tanto na esfera criminal quanto civil. Com o avanço da inteligência artificial, a PCPR reforça o rigor na proteção da imagem e privacidade das mulheres.

Medidas práticas para proteção digital e canais de apoio

Para reduzir riscos, é fundamental manter sistemas operacionais atualizados, criar senhas fortes e exclusivas para cada serviço, evitar clicar em links suspeitos e restringir o compartilhamento de informações pessoais nas redes sociais. A PCPR disponibiliza atendimento especializado pelo Núcleo de Combate aos Cibercrimes, localizado em Curitiba, e também permite registro de boletins de ocorrência online para crimes relacionados à violência contra a mulher. Em municípios do interior, as delegacias locais são pontos de acesso para suporte e investigação.

Procedimentos para identificação e denúncia de perfis falsos

Fraudes com perfis falsos representam outra forma comum de violência digital. A PCPR orienta identificar inconsistências como datas de criação recentes, fotos em baixa resolução, uso de imagens geradas por inteligência artificial e baixo engajamento real. A busca reversa de imagens é uma ferramenta recomendada para verificar a autenticidade. Caso alguém utilize seus dados ou fotos para criar perfis falsos, a vítima deve denunciar internamente nas plataformas, documentar todas as evidências e informar a polícia para procedimentos legais relacionados a falsa identidade.

A PCPR reafirma seu compromisso em apoiar mulheres vítimas de crimes virtuais, fornecendo orientação técnica e legal para garantir proteção e responsabilização dos agressores no ambiente digital.