Shyam Sankar, diretor de tecnologia da Palantir, criticou confiança em tratamento que não existe, sem quantificar comportamento

Diretor da Palantir relata que pesquisadores de inteligência artificial começaram a fumar por acreditar em futura cura do câncer
Shyam Sankar, diretor de tecnologia da Palantir, relatou à CBS News que pesquisadores de inteligência artificial teriam começado a fumar por acreditar em uma futura cura do câncer. O executivo criticou essa confiança e não quantificou o comportamento.
O relato ocorre em contexto de contraste entre a movimentação de bilhões pela produção e exportações de tabaco e a redução global do número de usuários. A produção de fumo em folha no Brasil alcançou 811.906 toneladas em 2025, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No Sul do país, a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) apurou 710.229 toneladas na safra 2025/2026, recuo de 1,3%, com 135.972 famílias produtoras e receita bruta de R$ 12,835 bilhões. A receita recuou 11,9% em relação ao ciclo anterior.
As exportações brasileiras somaram 561.052 toneladas e US$ 3,389 bilhões em 2025, com vendas para 121 países, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgados pelo SindiTabaco. Na comparação com 2024, o volume cresceu 23,23% e a receita avançou 13,85%.
Segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD), a proporção de fumantes na população brasileira com 14 anos ou mais caiu de 15,6% em 2012 para 11,7% em 2023. A redução relativa foi de 25%, embora o país ainda tivesse aproximadamente 20 milhões de fumantes. Em 2006, a proporção era de 19,3%, com queda de 39,4% até 2023.
No mundo, a Organização Mundial da Saúde estima que o número de usuários de tabaco passou de 1,38 bilhão em 2000 para 1,2 bilhão em 2024. A queda foi de 180 milhões de pessoas, ou cerca de 13%. Desde 2010, a redução foi de 120 milhões de usuários.
O relato sobre pesquisadores de IA não comprova efeitos sobre a demanda até o momento. Ainda assim, levanta uma hipótese: se a confiança em futuros tratamentos se espalhar e estimular maior consumo, poderia ampliar a procura por tabaco, com reflexos nas encomendas e na produção.






