Pesquisa internacional revela que o rebanho asinino brasileiro é muito maior que os números divulgados, trazendo implicações para o setor produtivo

Levantamento indica que a população de jumentos no Brasil ultrapassa 730 mil, dez vezes mais do que dados oficiais anteriores.
População de jumentos no Brasil é dez vezes maior que o estimado
A população de jumentos no Brasil ultrapassou 730 mil animais em 2026, segundo levantamento recente da World Population Review. Este número é significativamente superior às estimativas oficiais divulgadas até então, que subestimavam em pelo menos dez vezes o tamanho do rebanho asinino nacional. O zootecnista e administrador rural Alex Bastos ressalta que essa discrepância aponta para uma lacuna de dados confiáveis e atualizados sobre o setor.
Contexto histórico e impacto da mecanização nas dinâmicas populacionais
Historicamente, a população de jumentos no Brasil vinha diminuindo progressivamente nas últimas décadas, em grande parte devido à mecanização das atividades rurais e à mudança no uso da força de trabalho no campo. Isso resultou no abandono gradual desses animais, que passaram a ser excluídos do recadastramento oficial pelo Censo Agropecuário Nacional. A ausência de atualizações oficiais desde 2017 agrava a incompletude dos dados, o que dificulta o planejamento e a formulação de políticas públicas específicas para a espécie.
Potencial econômico e avanços na cadeia produtiva do jumento
Pesquisas científicas em várias universidades brasileiras indicam que o jumento possui potencial para a produção de leite, carne e outros subprodutos, com possibilidade de atender tanto o mercado interno quanto o externo. A região Nordeste destaca-se por suas condições biofísicas únicas que favorecem a criação asinina. Animais dessa espécie demonstram eficiência termorregulatória e metabólica superior a bovinos, convertendo vegetação fibrosa e de baixo valor nutricional em energia de modo eficaz, o que reduz custos de manutenção e eleva o bem-estar animal.
Necessidade de organização e planejamento técnico no setor asinino
Alex Bastos enfatiza que o desenvolvimento sustentável do jumento nordestino depende menos de polarizações e mais de um planejamento técnico que envolva regulação eficiente, integração entre pesquisa científica, setor produtivo e poder público. O fortalecimento e a atualização contínua das bases de dados são fundamentais para orientar políticas públicas e estratégias econômicas que valorizem esta cadeia produtiva.
Desafios e perspectivas para o futuro da criação de jumentos no Brasil
Apesar dos avanços, o setor enfrenta desafios relacionados à falta de dados precisos, ausência de políticas públicas específicas e a recuperação da função econômica do jumento no meio rural. Contudo, o reconhecimento da real dimensão populacional abre caminho para debates mais profundos e uma gestão mais eficaz, que podem contribuir para o fortalecimento da atividade e para o desenvolvimento sustentável, especialmente em regiões onde o jumento ainda exerce papel socioeconômico relevante.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: País tem mais de 700 mil jumentos • Divulgação





