Baixa liquidez, recuo do dólar e competição com milho argentino reduzem cotações de R$ 56 para R$ 45-46 por saca

Produtor de milho recua na comercialização por cenário externo desfavorável. Preços caíram de R$ 56 para R$ 45-46 por saca desde agosto.
O produtor de milho no Brasil evita avançar com a comercialização do cereal diante de um cenário de pressão sobre os preços, marcado pela baixa liquidez, pelo recuo do dólar e pela menor competitividade do grão nacional nas exportações.
Segundo Gilberto Leal, Head de Commodities da Granel Corretora, a concorrência com o milho argentino e a perspectiva de estoques de passagem mais elevados limitam uma recuperação das cotações. Na região acompanhada pela corretora, as referências de preços recuaram de aproximadamente R$ 56,00 por saca em agosto para R$ 45,00 a R$ 46,00 atualmente.
Outro fator importante é o alongamento dos programas de compras das indústrias de etanol de milho, especialmente em Mato Grosso. Com parte das unidades já abastecida para entregas em 2026, a demanda imediata perdeu força, deixando os produtores mais dependentes de exportações que avançam lentamente.
Para 2027, Leal avalia que o câmbio e as condições climáticas serão determinantes para o comportamento dos preços e o desempenho da segunda safra. “A expansão estrutural do consumo doméstico, impulsionada pelo etanol e pela alimentação animal, continua oferecendo sustentação ao mercado brasileiro no longo prazo”, afirma o analista.





