Estratégia da campanha de Lula busca confrontar senador sobre corrupção e obter dados para escrutínio posterior ao pleito de domingo

Interlocutores do PT informaram que campanha de Lula desafia Flávio Bolsonaro a abrir sigilos visando confrontá-lo sobre corrupção e obter dados para ação posterior.
Interlocutores do PT relataram à CNN que a estratégia da campanha à reeleição do presidente Lula de desafiar o candidato Flávio Bolsonaro (PL) a abrir seus sigilos tem por objetivo confrontá-lo sobre corrupção, com o intuito de vencer a eleição de domingo.
Além do confronto imediato, a medida visa também garantir acesso a dados que possam ajudar em um escrutínio após a eleição, conforme informaram petistas.
A abertura de dados de Flávio e de seus familiares — incluídos sua esposa Fernanda, seu pai Jair Bolsonaro, e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan — além de cinco empresas ligadas ao senador, permitiria que esses dados fossem utilizados pelo PT como munição contra Flávio, especialmente se ele vencer o segundo turno.
Segundo relatos de integrantes do PT, a estratégia configuraria uma forma de iniciar já na próxima semana questionamentos, na condição de oposição, sobre os negócios de Flávio e da família Bolsonaro, em meio ao avanço de investigações contra o senador.
Uma das investigações apura relações entre Flávio e o advogado Willer Tomaz. O inquérito mais recente apura uma suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Tomaz, amigo de Flávio, que obteve licença para operar uma bet durante o governo de Cláudio Castro, então governador do Rio de Janeiro.
O nome de Flávio teria aparecido em mensagens com Willer, e por isso o caso foi remetido ao STF (Supremo Tribunal Federal). Na investigação, apareceu uma mensagem que menciona Flávio como usuário master de uma conta da Alcazar Holdings, empresa administrada pelo advogado Willer Tomaz, acusado de fraudar descontos em aposentadorias e benefícios do INSS.
A campanha de Lula pediu que Flávio apresentasse os dados sigilosos dessa conta. O senador nega que a conta seja dele.
O desafio do PT integra a estratégia de campanha para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para domingo.






