Governadora reeleita pelo PSD em Pernambuco recebe pressão de aliados petistas, mas não confirma participação ativa na campanha presidencial.

Integrantes do PT em Pernambuco afirmam que seria natural o apoio da governadora reeleita Raquel Lyra ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.
Integrantes do PT em Pernambuco afirmam que seria “natural” o apoio da governadora reeleita Raquel Lyra (PSD-PE) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026.
O presidente orientou aliados a buscarem apoio de Lyra, com o senador eleito e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT-BA) como um dos principais interlocutores. De acordo com aliados da governadora, a procura tem sido intensa, mas Raquel não deu indicativos de que pretende entrar de cabeça na campanha petista.
O senador reeleito por Pernambuco Humberto Costa (PT) avalia que Lula tem um bom diálogo com Raquel e que um apoio seria condizente. “Acredito que, para Pernambuco, e para o próprio futuro do Brasil e do governo dela, seria uma posição natural. Os maiores feitos do governo dela tiveram a parceria e o financiamento do governo federal”, afirmou à CNN.
Aliados da governadora avaliam uma declaração pública como muito difícil, mas pontuam que Raquel faz gestos e deve manter a posição de fazer acenos ao presidente. A dinâmica política em Pernambuco envolve negociações contínuas entre governos federal e estadual para aprovação de projetos e liberação de recursos.
Em comparação com as eleições de 2022, Lula perdeu espaço no estado. Em 2026, o presidente somou 21.494.584 votos no Nordeste, enquanto em 2022 havia recebido 21.753.139, uma queda de 258.555 votos, o equivalente a 1,19%. A queda de votos na região acendeu alerta porque o esperado era ampliação. O presidente perdeu votos até mesmo em sua cidade natal, Garanhuns, onde havia tido 1.191 votos a mais em 2022. É justamente no agreste pernambucano onde Raquel tem mais força política.
Durante o primeiro turno das eleições, a campanha de Lula inicialmente não previa visita ao estado. Diante do risco de uma derrota do aliado João Campos (PSB-PE) na disputa ao governo, a estratégia mudou e Lula realizou um comício ao lado do ex-prefeito no Recife. A visita não adiantou e João perdeu a eleição.
Agora é Lula quem precisa de Raquel para aumentar o potencial de votos em Pernambuco como parte de uma mobilização geral no Nordeste para o segundo turno.







