Ratinho Junior viaja ao exterior e se ausenta de ato de prefeitos em Curitiba

Governador do Paraná deixa o Brasil no fim de semana, deixando espaço para Sergio Moro na campanha presidencial

Ratinho Junior viaja ao exterior e se ausenta de ato de prefeitos em Curitiba
Governador Ratinho Junior. Foto: Geraldo Bubniak/AEN — Foto: Este é o governdor Ratinho Júnior. Foto Geraldo Bubniak AEN

O governador do Paraná tirou férias e viajou ao exterior, ficando fora do ato de prefeitos marcado para esta terça-feira em Curitiba em apoio a Flávio Bolsonaro.

O governador Ratinho Junior (PSD) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial, mas viajou ao exterior no fim de semana.

Segundo informações de deputados estaduais da oposição, Ratinho Junior comunicou à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que deixaria o país. Pela Constituição estadual paranaense, o governador pode ausentar-se do território nacional por até 15 dias sem necessidade de autorização legislativa.

O destino da viagem não precisa constar como roteiro turístico entregue aos deputados. A ausência do governador faz com que ele não participe do ato de prefeitos marcado para esta terça-feira, 13 de outubro, em Curitiba.

O encontro está agendado no restaurante Madalosso e virou palco da disputa pelo comando político da base municipal. O ato se concentra em angariar apoio de prefeitos a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial.

A ausência de Ratinho Junior produz consequência que ultrapassa suas férias. Após declarar apoio ao candidato do PL, o atual governador deixa o terreno livre para o governador eleito Sergio Moro (PL) assumir o protagonismo do palanque presidencial no Paraná.

Sergio Moro, aliado de Flávio Bolsonaro e interessado em consolidar desde já sua liderança sobre a base política, chega à mesa em posição privilegiada. A passagem de bastão ocorre sem necessidade de confronto direto.

Ratinho Junior construiu durante seus dois mandatos uma extensa relação com prefeitos, deputados e lideranças municipais. Essa rede política possui valor eleitoral no segundo turno e terá importância na reorganização do poder estadual depois da eleição de Moro para sucedê-lo.