Renan Santos lança candidatura à presidência pelo partido Missão

Empresário e fundador do MBL disputa sua primeira eleição com foco em segurança pública e combate ao crime organizado

Renan Santos lança candidatura à presidência pelo partido Missão
Renan Santos no ato de lançamento de sua candidatura à Presidência em São Paulo. Foto: Felipe Marques/Zimel Press/Estadão Conteúdo

Ativista político de 42 anos, Renan Santos lançou neste sábado sua candidatura à Presidência pelo partido Missão, com promessas de endurecer penas para crimes violentos.

Renan Santos candidatura presidência 2026: estreante lança campanha pelo Missão

Renan Santos, ativista político e empresário de 42 anos, lançou neste sábado em São Paulo sua candidatura à Presidência pelo partido Missão. Trata-se de sua primeira incursão em eleições como candidato presidencial, levando também à primeira disputa eleitoral o partido Missão, criado em 2025.

Trajetória e perfil do candidato

Santos é paulistano e estudou Direito na Universidade de São Paulo, sem concluir o curso. Lidera desde 2014 o Movimento Brasil Livre, organização fundada ao lado do deputado federal Kim Kataguiri. O movimento nasceu da mobilização por protestos que demandavam o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, nos anos de 2015 e 2016.

Segurança e combate ao crime como eixo central

A agenda de Renan Santos coloca segurança pública e enfrentamento do crime organizado como temas principais de seu projeto. O candidato inspira-se no modelo do presidente salvadorenho Nayib Bukele, adotando um discurso de guerra contra facções criminosas.

Durante o lançamento, Santos defendeu medidas rigorosas, incluindo o endurecimento de penas para delitos violentos. Suas propostas englobam a construção de novos presídios de grande escala, eliminação do controle territorial exercido por organizações criminosas e ações para desmantelar estruturas paralelas de poder.

Posicionamento político e críticas

Durante o evento de campanha, Renan Santos afirmou que Flávio Bolsonaro não possui potencial competitivo para vencer Lula em um eventual segundo turno. A declaração marca seu posicionamento na disputa presidencial e revela análises sobre os cenários políticos em construção.

Sua candidatura representa uma entrada distinta no campo eleitoral, trazendo ao debate a perspectiva de um ativista que transitou entre movimentos de rua e estruturação de agremiação partidária, com ênfase em temáticas de ordem pública e segurança cidadã.