Aliados de Ricardo Nunes buscam novo formato de votação remota.
Aliados de Nunes defendem a volta do plenário virtual, medida criticada pela oposição.
Aliados do prefeito Ricardo Nunes (MDB) estão em busca da retomada do plenário virtual na Câmara Municipal de São Paulo, um recurso que foi amplamente utilizado durante a pandemia de Covid-19. A proposta, que visa permitir votações remotas, é alvo de críticas da oposição, que argumenta que a medida restringe as possibilidades de obstrução e debate na Casa.
O contexto da proposta
A ideia em discussão é emendar um projeto de resolução já aprovado em primeira votação, que proíbe a concessão de títulos honoríficos três meses antes das eleições. O projeto anterior, apresentado pelo vereador Thammy Miranda (PSD), foi rejeitado na Comissão de Constituição em outubro, mas agora se busca reverter essa decisão através de uma nova emenda.
Críticas e preocupações
A possibilidade de uma votação remota levanta diversas preocupações entre os vereadores da oposição. A líder do PT, Luna Zarattini, expressou sua indignação, afirmando que a medida representa uma tentativa de “blindagem e distanciamento” da população, semelhante ao que se observa no Congresso Nacional. Para ela, a presença física dos vereadores nas sessões é fundamental para a transparência e a seriedade dos debates.
A bancada do PSOL também se manifestou contra a proposta, alegando que a emenda não foi devidamente debatida nos fóruns apropriados, como o Colégio de Líderes ou audiências públicas. A prática de incluir a emenda em um projeto não relacionado ao tema é conhecida como “jabuti”, e gera ainda mais resistência entre os opositores.
Situação atual das votações
Atualmente, apenas projetos menores, como os que tratam de nomenclaturas de ruas e concessões de honrarias, estão sendo votados de maneira virtual. A proposta de restabelecer o plenário virtual para votações mais importantes continua gerando controvérsias e divisões na Câmara, refletindo um cenário político tenso e polarizado em São Paulo.





