Seade mostra que 26,5% dos idosos paulistas estão no mercado de trabalho

Pesquisa aponta 2,2 milhões de pessoas com 60 anos ou mais na força de trabalho em SP no segundo trimestre de 2026, com ocupação de 97%

Seade mostra que 26,5% dos idosos paulistas estão no mercado de trabalho
Trabalho de idosos cresce em São Paulo; estudo mostra participação no mercado. Foto: Fundação Seade — Foto: (Fonte: Fundação Seade

Dos 8,3 milhões de idosos que vivem em São Paulo, 2,2 milhões estavam na força de trabalho no segundo trimestre de 2026, aponta a Fundação Seade.

Das cerca de 8,3 milhões de pessoas com 60 anos ou mais que vivem no Estado de São Paulo, 2,2 milhões (26,5%) estavam na força de trabalho no segundo trimestre de 2026, segundo pesquisa da Fundação Seade sobre a participação dos idosos no mercado de trabalho paulista. O levantamento utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE. Do contingente de idosos ocupados, 97% estavam empregados e 3% desocupados.

Entre aqueles com 60 a 69 anos, 53,4% dos homens participavam da força de trabalho, praticamente o dobro dos 28,8% registrados entre as mulheres. Na faixa de 70 anos e mais, as taxas foram de 17,4% para homens e 5,8% para mulheres.

Entre o segundo trimestre de 2019 e o mesmo período de 2026, o número de idosos ocupados cresceu 26% no Estado de São Paulo, equivalente a 441 mil pessoas a mais trabalhando, de acordo com o estudo. O aumento foi superior ao registrado no conjunto da população ocupada (10,3%), tendo sido mais intenso entre as mulheres idosas (31,3%).

O trabalho por conta própria é a principal forma de ocupação da população idosa paulista. Segundo a Seade, 40,2% dos ocupados com 60 anos ou mais estavam nessa condição no segundo trimestre de 2026, percentual que chegava a 53,9% entre aqueles com 70 anos e mais.

Entre os segundos trimestres de 2019 e 2026, a presença de empregados com carteira assinada aumentou entre os homens idosos (de 20,9% para 27,3%) e entre as mulheres (de 11,2% para 20,6%), mostra a pesquisa. Os idosos apresentavam os maiores rendimentos médios do trabalho entre todas as faixas etárias, embora os valores tenham diminuído em termos reais no período analisado.

No segundo trimestre de 2026, os homens com 60 anos ou mais recebiam, em média, R$ 5.612,38 por mês, ante R$ 4.137,34 entre as mulheres. Considerando o rendimento por hora, que leva em conta as diferenças na jornada de trabalho, os valores eram de R$ 35,17 para os homens e R$ 29,85 para as mulheres. Entre as pessoas com 70 anos e mais, eram R$ 43,93 e R$ 37,98, respectivamente, conforme a Seade.