Senado investiga Banco Master por meio de grupo na CAE

Senadores buscam apuração detalhada do caso Banco Master com grupo de trabalho na Comissão de Assuntos Econômicos

Senado investiga Banco Master por meio de grupo na CAE
Banco Master é foco de investigação no Senado. Foto: Reprodução/Banco Master

Senado investiga Banco Master por meio de grupo na Comissão de Assuntos Econômicos, alternativa a CPIs propostas.

Uma ala da cúpula do Senado Federal tem optado por uma abordagem distinta para apurar os fatos ligados ao Banco Master. Ao invés de apoiar a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) tradicional, como propõe a oposição, os senadores buscam conduzir as investigações por meio de um grupo de trabalho já formado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

A mobilização no Senado

Há pelo menos três pedidos oficiais para instalação de CPIs relacionadas ao Banco Master: uma na Câmara dos Deputados; outra no Senado, liderada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE); e ainda um pedido de comissão mista (CPMI) apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Contudo, o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), estabeleceu uma instrução normativa que criou um grupo de trabalho com oito senadores para acompanhar o caso com foco técnico e investigativo.

Composição do grupo de trabalho

O grupo é formado pelos senadores Fernando Farias (MDB-PE), Eduardo Braga (MDB-AM), Espiridião Amin (PP-SC), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Alessandro Vieira (MDB-SE), Leila Barros (PDT-DF), Damares Alves (Republicanos-DF), Soraya Thronicke (Podemos-MS) e Omar Aziz (PSD-AM). A predominância de integrantes governistas sugere uma tentativa de controlar o andamento das investigações e evitar o desgaste político de uma CPI convencional.

Poderes e objetivos do grupo

As atribuições do grupo de trabalho incluem a apresentação de requerimentos para convocação de autoridades envolvidas, solicitação de informações e proposições legislativas correlatas. Em termos práticos, essas funções se assemelham às de uma CPI, mas com a expectativa de um procedimento menos conflituoso e mais focado na apuração técnica.

Contexto político e repercussão

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem manifestado preocupação com o modo como CPIs recentes foram conduzidas, especialmente após episódios como a participação da influencer Virginia Fonseca na CPI das Bets. Essa insatisfação tem levado a uma busca por alternativas que possam apurar denúncias como as do Banco Master sem as tensões políticas tradicionais das CPIs.

Perspectivas para o avanço das investigações

Embora o grupo de trabalho na CAE represente a estratégia preferida atualmente, aliados políticos avaliam que ainda existe a possibilidade de instalação de uma CPI formal, seja no Senado ou no âmbito do Congresso, caso a pressão aumente e os resultados do grupo não sejam considerados satisfatórios. A movimentação política em torno do Banco Master indica que o tema continuará em evidência e pode influenciar discussões legislativas e políticas no decorrer de 2026.

A investigação do Banco Master tornou-se um ponto focal para os senadores, que buscam equilibrar a necessidade de apurar o caso com a manutenção do clima político mais controlado dentro do Congresso. O desenvolvimento dessa apuração poderá marcar um precedente para outras investigações futuras no âmbito parlamentar.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Reprodução/Banco Master