Soja cai em Chicago apesar de venda de 612 mil toneladas à China

Contrato de novembro recuou 0,42% na CBOT enquanto colheita americana avança e pressiona preços internacionais

Soja cai em Chicago apesar de venda de 612 mil toneladas à China
Soja colhida nos Estados Unidos; mercado segue pressionado pela maior disponibilidade do produto

Soja encerrou terça-feira em queda na Bolsa de Chicago, com contrato de novembro recuando 0,42%. Departamento de Agricultura anunciou venda de 612 mil toneladas à China.

Os preços internacionais da soja encerraram a terça-feira (20) em queda na Bolsa de Chicago, apesar de sinais de recuperação da demanda chinesa. O contrato novembro/26 terminou negociado a US$ 12,4825 por bushel, com desvalorização de 5,25 pontos, equivalente a 0,42%. O janeiro/27 recuou 5,25 pontos para US$ 12,6350, enquanto o março/27 perdeu 4,50 pontos e encerrou a US$ 12,7325 por bushel.

As perdas ocorreram após uma abertura positiva, quando o novembro/26 avançava 2,75 pontos. Ao longo do pregão, os vencimentos perderam força e passaram a operar em campo negativo, consolidando a segunda sessão consecutiva de desvalorizações.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta terça-feira uma nova venda privada de 612 mil toneladas de soja americana para a China, com entrega prevista para a temporada comercial 2026/27. O anúncio reforça a retomada das compras chinesas, após o departamento informar, na segunda-feira, que as inspeções semanais de exportação de soja dos Estados Unidos alcançaram aproximadamente 2 milhões de toneladas, crescimento superior a 80% na comparação semanal.

A China respondeu por cerca de 1,28 milhão de toneladas inspecionadas, consolidando-se como o principal destino da oleaginosa americana no período. Apesar das notícias positivas para a demanda, os novos volumes comercializados não foram suficientes para sustentar os contratos futuros nesta terça-feira.

A pressão exercida pela maior disponibilidade do produto nos Estados Unidos manteve a trajetória de queda. O farelo recuou até 1,72% e reforçou a fraqueza do complexo soja. O mercado físico brasileiro, por sua vez, registrou baixas em diversas regiões.

O mercado continua acompanhando o avanço da colheita norte-americana, que alcançou 64% da área cultivada na semana encerrada em 18 de outubro, conforme relatório do USDA. Os trabalhos avançaram 18 pontos percentuais em uma semana e ficaram apenas um ponto percentual abaixo da média histórica de 65%, reforçando a entrada sazonal de soja no mercado e contribuindo para a pressão de preços nos contratos futuros.