Tenente-coronel investigado por feminicídio agredia filha de Gisele, dizem testemunhas

Depoimentos indicam relação conturbada e violência familiar envolvendo tenente-coronel suspeito da morte da soldado Gisele Alves Santana

Tenente-coronel investigado por feminicídio agredia filha de Gisele, dizem testemunhas
Mensagens e evidências no caso da soldado Gisele Alves Santana. Foto: PM abre processo para expulsar tenente-coronel após morte de esposa

Testemunhas relatam que tenente-coronel suspeito do feminicídio da soldado Gisele Alves Santana agredia a filha dela, revelando conflito familiar grave.

Relatos de agressão à filha de Gisele indicam tensão na família do tenente-coronel

O caso que envolve o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e a soldado Gisele Alves Santana ganhou novos desdobramentos com relatos de testemunhas à Polícia Militar, apontando que o militar agredia a filha de Gisele. Esses depoimentos foram registrados no dia 29 de março pela corregedoria da PM e revelam uma relação conturbada e violenta dentro da família, um fator que impacta diretamente a investigação do feminicídio ocorrido em 18 de fevereiro, no apartamento do casal no Brás, região central de São Paulo.

Investigação detalha conflito familiar e evita contato após morte

Em interrogatório realizado no dia 19 de março, o tenente-coronel declarou que evitou o velório da esposa para não ter contato com os pais dela, demonstrando o afastamento e o clima tenso entre as famílias. A complexidade do relacionamento familiar, marcada por agressões e desavenças, reforça as suspeitas levantadas na investigação policial, que aponta para uma violência doméstica pregressa e um possível motivo para o crime.

Laudos periciais indicam feminicídio e violência anterior à morte

Os laudos necroscópicos e periciais descartaram a hipótese inicial de suicídio, confirmando que o disparo foi realizado com a arma encostada na cabeça da vítima, numa trajetória incompatível com um tiro autoinfligido. Além disso, foram encontradas lesões no rosto e pescoço, incluindo marcas de dedos, arranhões, e hematomas ao redor dos olhos, indicando que Gisele Alves Santana foi imobilizada e sofreu agressões antes e durante o disparo fatal.

Repercussão jurídica e prisão preventiva do tenente-coronel suspeito

Desde 18 de março, o tenente-coronel está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, tendo sido indiciado pela Polícia Civil por feminicídio qualificado e fraude processual. A denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo sustenta a existência de indícios robustos contra o militar, baseados em provas coletadas por meio de perícias e depoimentos, que evidenciam manipulação da cena do crime e tentativa de ocultar a verdade.

Impactos do caso e reflexos na segurança pública e familiar

O feminicídio da soldado Gisele Alves Santana, além da tragédia pessoal, levanta debates importantes sobre violência doméstica e o comportamento de agentes de segurança pública envolvidos em crimes graves. A exposição do conflito familiar e das agressões sofridas expõe a necessidade de maior rigor na apuração desses casos e de políticas eficazes para proteger vítimas dentro do âmbito policial e civil.

Este caso continua sob investigação e monitoração da corregedoria da PM, com expectativa de novos desdobramentos judiciais e administrativos nas próximas semanas.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: PM abre processo para expulsar tenente-coronel após morte de esposa