TSE aprova regras para uso de inteligência artificial nas eleições de 2026

Tribunal agendou reunião para terça-feira para discutir especificamente o uso de deepfake durante campanhas

TSE aprova regras para uso de inteligência artificial nas eleições de 2026
Urna eletrônica será usada nas eleições de 2026 Foto: Reprodução/TRE-RN — 1 de 1
Urna eletrônica — Foto: Reprodução/TRE-RN

O Tribunal Superior Eleitoral ampliou as regras para uso de inteligência artificial na campanha eleitoral de 2026, primeira após popularização de ferramentas de IA.

O Tribunal Superior Eleitoral ampliou as regras para o uso de inteligência artificial durante a campanha das eleições de 2026, primeira a ser realizada no Brasil após a popularização de ferramentas de IA.

O TSE agendou para terça-feira (18) uma reunião específica para discutir o uso de deepfake, técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de inteligência artificial.

Em março, o tribunal divulgou as diretrizes que irão guiar partidos e candidatos nas eleições de 2026. De acordo com as regras, o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral é permitido, mas é obrigatório informar que o conteúdo foi gerado por IA e qual foi a ferramenta utilizada.

Entre as restrições aprovadas está a proibição da circulação de conteúdos gerados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem o pleito.

Durante seu discurso de posse na presidência do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques destacou o desafio de lidar com o uso da inteligência artificial nas eleições deste ano. “Devemos estar atentos às novas tecnologias que, quando mal utilizadas, podem representar ameaças ao nosso processo democrático. Refiro-me, em especial e novamente, ao perigo potencial do uso desordenado das ferramentas de inteligência artificial”, afirmou o ministro.

O tema vem gerando debate na corte eleitoral. A reunião de terça-feira será destinada a aprofundar a discussão especificamente sobre deepfakes e suas implicações nas campanhas eleitorais de 2026.