Assinatura prevista para 12 de janeiro marca avanço após 25 anos de negociação

Após 25 anos de negociações, União Europeia deve assinar acordo de livre comércio com Mercosul em 12 de janeiro, promovendo integração econômica entre continentes.
O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, negociado por 25 anos, deve ser assinado na próxima segunda-feira, 12 de janeiro de 2026. A expectativa foi confirmada após reunião decisiva da Comissão Europeia em Bruxelas, buscando superar resistências internas dos países membros.
Histórico e contexto do acordo Mercosul-UE
O pacto visa estabelecer a maior zona de livre comércio entre continentes, ampliando canais de exportação e importação entre países como Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e os estados-membros da União Europeia. A negociação envolveu ajustes para atender preocupações específicas, especialmente relacionadas a setores agrícolas que enfrentavam resistência, como o francês.
Apesar da oposição da França, que se manifestou com protestos de agricultores e voto contra o acordo, países como Itália têm sinalizado mudança de posição, favorecendo a aprovação do tratado. Para equilibrar interesses, a Comissão Europeia propôs um fundo de 45 milhões de euros para agricultores e outras medidas de apoio a viticultores.
Principais impactos econômicos do acordo
Exportações: Empresas europeias, especialmente da Alemanha, França e Reino Unido, terão acesso ampliado ao mercado do Mercosul, impulsionando vendas de produtos industriais e agrícolas.
Redução de tarifas: Cerca de 90% dos produtos europeus entrarão no Mercosul com tarifa zero, promovendo preços mais competitivos e estimulando o consumo interno nos países sul-americanos.
Investimentos: O acordo deve incentivar companhias europeias a estabelecerem operações e investimentos no Brasil e demais membros do Mercosul.
Competitividade: O Brasil será pressionado a implementar reformas para diminuir o chamado “custo Brasil”, aumentando a eficiência e competitividade de seus produtos no mercado global.
Medidas e condições para a implementação
Ratificação: O acordo ainda precisa ser aprovado pelos parlamentos dos quatro países do Mercosul e pelo Parlamento Europeu antes de entrar em vigor.
Cotas agrícolas: Embora as cotas para exportação de produtos agrícolas sejam restritas, o especialista Rubens Barbosa avalia que o tratado será funcional e benéfico para ambos os lados.
Apoio setorial: A União Europeia dedicou recursos e medidas para mitigar impactos setoriais específicos e facilitar a transição.
Serviço e segurança para empresários e consumidores
Empresários: Devem acompanhar as mudanças regulatórias e aproveitar oportunidades de negócios decorrentes da abertura de mercados.
Consumidores: Espera-se maior variedade e redução de preços em alimentos e produtos industriais importados da Europa, ampliando o poder de compra.
Governos: Precisarão reforçar políticas para assegurar competitividade, sustentabilidade e o cumprimento dos compromissos assumidos no acordo.
A assinatura oficial marcada para 12 de janeiro em evento no Paraguai simboliza um passo decisivo para a integração comercial entre a Europa e América do Sul, com potencial para transformar o cenário econômico dos dois continentes ao longo dos próximos anos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Reuters





