Candidato à Presidência comparou combate ao crime com tratamento de câncer que exige acompanhamento contínuo

Romeu Zema é entrevistado pelo g1 e pela GloboNews — Foto: Foto g1
Romeu Zema (Novo) rejeitou adotar medidas de El Salvador no Brasil, mas defendeu intervenção federal permanente no Rio em sabatina.
O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) rejeitou adotar no Brasil as medidas de combate ao crime implementadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, apesar de elogiar os resultados do modelo salvadorenho. A declaração foi feita durante sabatina promovida pelo g1 e pela GloboNews nesta quarta-feira (6).
Zema também defendeu uma intervenção federal permanente na segurança pública do Rio de Janeiro. Questionado sobre o que faria de diferente das intervenções anteriores, o ex-governador de Minas Gerais respondeu: “Tudo. Por exemplo, com a intervenção que teve aqui, como eu falei, é igual alguém que está fazendo um tratamento de câncer, que faz rádio e quimioterapia por seis meses e acha que está curado. Vai ter de ter um acompanhamento para sempre.”
Segundo Zema, uma nova ação teria de durar até que as facções deixassem de controlar territórios no estado. O candidato citou um período de dez, 15 ou 20 anos e afirmou que o governo federal daria “todo o apoio” ao Rio de Janeiro.
Zema não informou quando decretaria a intervenção caso fosse eleito. Segundo ele, a medida seria discutida com o novo governador e com o prefeito, além de especialistas e representantes da sociedade civil. O candidato declarou: “Será algo tratado com o novo governador, com a anuência do novo governador e do prefeito. Tenho certeza de que eles vão querer. Isso vai ser feito a quatro mãos, com especialistas e com a sociedade civil.”
A sabatina integra a cobertura das eleições de 2026 e contou com questionamentos sobre diferentes áreas de governo e propostas dos candidatos.





