Ministério Público de São Paulo exige explicações sobre cobrança de taxa de serviço de 20% na venda online para shows do BTS em outubro

MP-SP exige da Ticketmaster justificativa para taxa de serviço de 20% em ingressos do BTS em São Paulo, que esgotaram em menos de duas horas.
Fiscalização da taxa de ingressos do BTS no Brasil pela Ticketmaster
O Ministério Público de São Paulo determinou que a Ticketmaster tem 15 dias para esclarecer a forma de cálculo da taxa de serviço cobrada sobre os ingressos vendidos pela internet para os shows do BTS, que ocorrerão nos dias 28, 30 e 31 de outubro no estádio MorumBIS, na capital paulista. Essa medida surgiu em meio a questionamentos públicos sobre a cobrança de uma taxa de aproximadamente 20% sobre o valor dos ingressos, o que provocou reações entre fãs e autoridades.
O deputado estadual Guilherme Cortez (Psol) destacou que a notificação representa um avanço nas denúncias contra o modelo de cobrança adotado pela empresa, que é uma das maiores plataformas de bilheteria do mundo. A investigação visa entender qual serviço é prestado que justifique essa taxa percentual e se a cobrança está de acordo com a legislação vigente.
Impacto da taxa nas vendas e na experiência dos fãs
A venda geral para os shows do BTS no Brasil aconteceu em 10 de abril e os ingressos se esgotaram em menos de uma hora e meia, com cerca de 1,9 milhão de pessoas tentando adquirir entradas para os três espetáculos. A alta demanda levou a manifestações nas redes sociais e na esfera pública, incluindo protestos contra a obrigatoriedade da pré-reserva online para compras presenciais.
A taxa de serviço de 20% aplicada pela Ticketmaster é vista por muitos consumidores como um custo abusivo, especialmente diante do alto valor dos ingressos para eventos desse porte. A cobrança tem sido associada a desafios no acesso, que incluem relatos de dificuldades técnicas, atuação de cambistas e frustração entre os fãs que não conseguiram comprar ingressos apesar da grande procura.
Argumentos da Ticketmaster sobre a taxa de serviço
Em resposta à notificação do Ministério Público, a Ticketmaster afirmou que a taxa de serviço é legal e reflete custos operacionais relacionados à infraestrutura tecnológica, segurança, sistemas antifraude, gestão de alta demanda e controle de acesso aos eventos. A empresa explicou que parte desses custos é variável, dependendo do valor e volume das transações, o que justificaria a cobrança em percentual sobre o preço dos ingressos.
A plataforma também destacou que o Procon-SP acompanhou a venda presencial de um show recente e não identificou irregularidades, reforçando a defesa da legalidade e transparência das suas operações. Ainda assim, a empresa se comprometeu a responder formalmente ao Ministério Público dentro do prazo estabelecido.
Histórico de fiscalizações e reclamações em eventos anteriores
Essa não é a primeira vez que a Ticketmaster enfrenta questionamentos sobre suas taxas no Brasil. Em janeiro de 2026, o Procon-SP recebeu reclamações após a venda de ingressos para o show do artista Harry Styles, que também envolveu dificuldades técnicas e denúncias de cambismo. Já em setembro de 2025, a empresa foi notificada por taxa considerada abusiva na comercialização para o show da banda The Weeknd.
Esses episódios indicam um padrão de insatisfação dos consumidores com a cobrança de taxas e condições de venda, o que tem levado órgãos de defesa do consumidor e o Ministério Público a intensificarem a fiscalização e buscar maior transparência nas práticas do setor de bilheteria no país.
Consequências para o mercado de shows e para os consumidores brasileiros
A pressão sobre a Ticketmaster e outras plataformas de venda de ingressos no Brasil reflete um movimento mais amplo de exigência por práticas comerciais justas e maior clareza na composição dos preços para eventos culturais. Isso tem potencial para influenciar a regulamentação do setor e elevar o padrão de atendimento e segurança para os fãs.
Para os consumidores, a situação ressalta a importância de estar atento às condições de compra, às taxas aplicadas e às formas de proteção contra fraudes e abusos. As autoridades reforçam a necessidade de fiscalização contínua para garantir que a relação entre empresas, artistas e público seja equilibrada e transparente.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Dado Ruvic







