Pesquisa revela que 47% das pequenas e médias empresas enfrentam aumento da pressão nos custos devido à taxa Selic em 14,75%

Quase metade das PMEs sofre pressão nos custos operacionais devido à alta da taxa Selic e dificuldades para repassar preços.
Pressão nos custos nas PMEs em contexto de juros elevados
A pressão nos custos se intensifica entre as pequenas e médias empresas brasileiras em meio à taxa Selic de 14,75%, patamar mantido por mais de quatro anos. Pesquisa da Serasa Experian divulgada em 15 de fevereiro de 2026 indica que 47% das PMEs classificam essa pressão como alta ou muito alta, refletindo um cenário de custos operacionais crescentes que dificultam a gestão financeira dessas organizações. Cleber Genero, vice-presidente de pequenas e médias empresas da Serasa Experian, enfatiza que, apesar das expectativas de cortes futuros da Selic, o atual nível elevado gera barreiras significativas para o acesso ao crédito e encarece o capital de giro.
Impacto da alta da Selic sobre margens e operações das PMEs
O ambiente econômico marcado pela taxa de juros elevada influencia diretamente o desempenho financeiro das PMEs. Segundo o levantamento, 49% das empresas reportam redução na lucratividade, sendo que 26% enfrentam queda significativa, enquanto somente 14,7% conseguiram aumentar suas margens por meio do repasse de preços. Essa situação decorre da combinação entre o aumento dos custos com insumos, folha de pagamento, tributos e aluguel, e a limitada capacidade de transferir esses custos ao consumidor final, pressionando os fluxos de caixa e reduzindo a sustentabilidade dos negócios.
Dificuldades estruturais e desafios na absorção dos custos crescentes
Cleber Genero destaca que as PMEs, por possuírem menor escala e menos capacidade de repasse, enfrentam dificuldades estruturais para absorver os aumentos de custos. A pesquisa revela que as despesas operacionais crescentes comprometem a operação cotidiana dessas empresas, que já lidam com margens apertadas e desafios no acesso a crédito. Essa realidade impõe uma compressão nas margens financeiras, especialmente para negócios de menor porte, tornando o cenário econômico ainda mais desafiador para esses empreendedores.
Consequências para o acesso ao crédito e a competitividade das PMEs
O patamar elevado da Selic contribui para restrições no crédito e custos maiores para obtenção de capital de giro. Essa limitação compromete a capacidade das PMEs de investir e expandir suas operações, o que pode afetar sua competitividade no mercado. A pesquisa da Serasa Experian evidencia que a alta dos juros não apenas pressiona os custos, como também restringe as opções financeiras desses negócios, agravando um ciclo de dificuldades econômicas e financeiras.
Perspectivas para o cenário econômico e estratégias das PMEs
Embora haja expectativa por novos cortes na taxa básica de juros, o atual contexto ainda impõe desafios consideráveis às pequenas e médias empresas brasileiras. A pressão constante nos custos e a dificuldade em reajustar preços exigem estratégias de gestão mais eficazes para garantir a sustentabilidade. O acompanhamento do cenário macroeconômico e a busca por alternativas de financiamento e otimização de processos podem ser medidas essenciais para que as PMEs enfrentem esse período de forma mais resiliente.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Agência Brasil







