O programa federal prevê investimentos bilionários em quatro eixos para combater as facções criminosas e fortalecer a segurança pública

O programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado em maio de 2026, destina R$ 1,06 bilhão para fortalecer ações integradas contra facções criminosas.
Confira a programação completa das ações previstas no programa
Até setembro de 2026: Instalação dos Comitês Integrados de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (CIFRA) em diversas unidades federativas.
Mensalmente: Realização de operações integradas das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) estaduais e da Ficco nacional.
- Em 2026: Promoção de 138 unidades prisionais para o padrão de segurança máxima dos presídios federais.
Estrutura e investimentos do programa Brasil Contra o Crime Organizado
O programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado em 12 de maio de 2026, traz um plano robusto para frear o avanço das facções criminosas no país. Sob a coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, liderado por Wellington César Lima e Silva, a iniciativa destina R$ 1,06 bilhão para ações diretas e mais R$ 10 bilhões em linha de crédito para estados e municípios via Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis). O foco principal é a articulação entre entes federativos para potencializar a eficácia das operações contra o crime organizado, respeitando a autonomia estadual e municipal.
Quatro eixos estratégicos para o enfrentamento do crime
A estratégia nacional está dividida em quatro pilares essenciais. O primeiro é a asfixia financeira do crime organizado, com investimento de R$ 388,9 milhões para fortalecer as Ficcos e criar uma força nacional para operações interestaduais de alta complexidade. O segundo eixo investe R$ 330,6 milhões para modernizar e ampliar o controle nas unidades prisionais, incluindo a transformação de 138 estabelecimentos para o padrão de segurança máxima, foco em drones, bloqueadores de celulares e centros de inteligência penal.
O terceiro eixo destina cerca de R$ 201 milhões para qualificar investigações de homicídios, com melhorias nas polícias científicas, nos Institutos Médico-Legais e na análise balística. Por fim, o quarto eixo prevê R$ 145 milhões para combater o tráfico de armas, munições e explosivos, fortalecendo o rastreamento, a criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico e o aparelhamento das delegacias especializadas.
Impacto esperado e desafios na coordenação federativa
O ministro Wellington Silva enfatiza que o programa parte de experiências comprovadas, como a Operação Carbono Oculto contra o Primeiro Comando da Capital. A iniciativa busca romper a lógica da impunidade e do medo causada pela violência letal, que alimenta o poder das organizações criminosas. O programa reforça a necessidade de cooperação entre os governos federal, estaduais e municipais para superar divisões que favorecem o crime. A linha de financiamento viabiliza a aquisição de viaturas, equipamentos de proteção, tecnologia de monitoramento e melhorias nas estruturas prisionais, essenciais para modernizar a segurança pública.
Tecnologia e inovação como armas no combate às facções criminosas
Além do investimento em pessoal e infraestrutura, o programa aposta no uso de tecnologias avançadas para aprimorar as investigações e operações. Ferramentas para extração e análise de dados de dispositivos móveis, drones, scanners corporais, georradares e sistemas integrados de radiocomunicação e videomonitoramento são algumas das soluções contempladas. A centralização de leilões de bens apreendidos pelo Ministério da Justiça visa aumentar a eficiência na recuperação de ativos, reduzindo os recursos financeiros que sustentam o crime organizado.
A iniciativa representa uma mudança de paradigma no enfrentamento às facções criminosas, apostando na integração, tecnologia e recursos financeiros robustos para atacar as bases econômicas, logísticas e operacionais dessas organizações, com impacto direto na redução da violência e na segurança da população.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Fonte: Marcelo Camargo/Agência Brasil






