Denúncias de agressão marcam filmagens de dark horse sobre Bolsonaro

Produção do filme Dark Horse enfrenta acusações de violência, atrasos salariais e más condições de trabalho durante gravações em São Paulo

Denúncias de agressão marcam filmagens de dark horse sobre Bolsonaro
Cena do filme Dark Horse, que retrata Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Filmagens do longa Dark Horse foram marcadas por denúncias de agressão, atrasos salariais e condições precárias de trabalho em São Paulo.

Contexto das filmagens e denúncias de agressão em Dark Horse

As denúncias de agressão durante as filmagens do filme Dark Horse foram registradas em São Paulo entre outubro e novembro de 2025. O longa retrata a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018 e contou com a participação do ator norte-americano Jim Caviezel no papel principal. A keyphrase “denúncias de agressão” representa o principal foco das preocupações nos bastidores da produção, que envolveram relatos de violência contra integrantes do elenco e da equipe técnica.

Principais relatos de agressão e condições precárias de trabalho

Entre os relatos, destaca-se o depoimento do ator Bruno Henrique, que detalhou uma suposta agressão por integrantes da segurança durante as gravações no Memorial da América Latina, após ele entrar no set com um celular, proibido pela produção. Além disso, o ator Jim Caviezel mencionou atrasos salariais e condições insalubres nos bastidores, como figurantes que consumiram alimentos impróprios e profissionais impedidos de deixar o set por longos períodos, chegando a sofrer constrangimentos extremos.

Implicações trabalhistas e atuação do Sindicato dos Artistas e Técnicos

O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de São Paulo (Sated-SP) abriu um dossiê em dezembro de 2025 para apurar as queixas que envolveram agressões, atrasos de pagamento e irregularidades nas contratações, incluindo a cobrança antecipada de transporte descontada do cachê dos figurantes. A presidenta do sindicato, Rita Teles, enfatizou a necessidade da observância rigorosa das leis trabalhistas, principalmente em produções internacionais realizadas no Brasil, ressaltando a insegurança gerada pela falta de contratos formais e condições inadequadas.

Relação do financiamento da produção e impacto na percepção pública

Além dos problemas trabalhistas, a produção Dark Horse esteve envolvida em controvérsias relacionadas ao financiamento, com investigações sobre o empresário Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, que teria destinado cerca de R$ 61 milhões para a produção do filme. Este cenário contribuiu para a intensificação do debate público sobre a transparência e os bastidores do longa, gerando questionamentos sobre a influência e interesses por trás da narrativa cinematográfica.

Elenco principal e próximos passos para a estreia

O elenco conta com Jim Caviezel interpretando Jair Bolsonaro, Camille Guaty como Michelle Bolsonaro, Edward Finlay como Eduardo Bolsonaro, Sergio Barreto como Carlos Bolsonaro e Marcus Ornellas como Flávio Bolsonaro. A estreia do filme está prevista para 11 de setembro de 2026. Enquanto isso, as denúncias continuam sendo investigadas pelas autoridades competentes e o Sated-SP permanece atento às condições das equipes na produção.

O filme Dark Horse, ao trazer à tona não apenas a história política, mas também os relatos de denúncias de agressão e irregularidades nos bastidores, revela os desafios enfrentados pelas produções audiovisuais no Brasil, especialmente aquelas com financiamento estrangeiro e temáticas controversas. A atenção ao cumprimento das leis trabalhistas e ao respeito aos profissionais do setor é fundamental para evitar que situações semelhantes se repitam em futuras produções.