Projeção da ONU indica desaceleração da economia do Brasil em 2026

Crescimento do PIB deve cair para 2% no próximo ano, segundo relatório da Organização das Nações Unidas

Projeção da ONU indica desaceleração da economia do Brasil em 2026
Gráfico sobre o Produto Interno Bruto do Brasil. Foto: Rahel Patrasso

ONU projeta desaceleração da economia do Brasil para 2% em 2026, influenciada por condições monetárias restritivas e apoio à demanda interna.

Projeção da ONU para a economia do Brasil em 2026

A ONU projeta que a economia do Brasil deve desacelerar em 2026, com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) previsto em 2%, uma redução em relação aos 2,3% estimados para 2025. Essa previsão, apresentada no relatório semestral de perspectivas econômicas globais, indica uma retomada moderada para 2027, com crescimento projetado novamente em 2,3%. A economia do Brasil enfrenta um cenário de condições monetárias restritivas, principalmente devido à taxa Selic elevada, que permanece acima da inflação e impacta o ritmo de expansão econômica.

Fatores que influenciam a desaceleração do PIB

A desaceleração do crescimento econômico da economia do Brasil está associada às políticas monetárias adotadas para conter pressões inflacionárias. A taxa Selic em patamares elevados restringe o crédito e o consumo, desacelerando a atividade econômica. Apesar disso, medidas de estímulo à demanda interna contribuem para amenizar os efeitos dessa política restritiva. Entre elas, destacam-se os aumentos do salário mínimo e a elevação dos limites de isenção do imposto de renda para famílias de menor renda, que ampliam o poder de compra e sustentam o consumo doméstico.

Resiliência do mercado de trabalho e políticas industriais

O relatório da ONU ressalta a resiliência do mercado de trabalho brasileiro em 2026, que tem mantido níveis de emprego estáveis apesar do contexto econômico desafiador. Além disso, o país tem avançado na implementação de políticas industriais, como a iniciativa Nova Indústria Brasil, que visa fomentar o desenvolvimento produtivo por meio de financiamento direcionado e apoio a setores estratégicos. Essas ações buscam estimular a competitividade e a inovação, contribuindo para uma base econômica mais sólida no médio prazo.

Impactos das condições monetárias na economia do Brasil

As condições monetárias restritivas, refletidas na taxa Selic elevada, têm efeito direto sobre o custo do crédito e o nível de investimento no país. Embora sejam essenciais para controlar a inflação, essas políticas reduzem a velocidade do crescimento econômico e podem limitar a expansão de setores produtivos. A manutenção dessas taxas altas representa um desafio para o equilíbrio entre estabilidade de preços e estímulo ao crescimento da economia do Brasil.

Perspectivas futuras para o crescimento do Brasil

A previsão de crescimento do PIB em 2,3% para 2027 sugere uma retomada gradual da economia do Brasil, alinhada à expectativa de condições monetárias menos restritivas e avanço das políticas de estímulo setorial. O fortalecimento da demanda interna, somado a investimentos em políticas industriais, pode oferecer suporte para a sustentação do crescimento econômico ao longo dos próximos anos. No entanto, o cenário global e as políticas internas continuarão a influenciar de forma significativa essa trajetória.