Soja permanece como principal produto exportado, enquanto importações de carros elétricos chineses crescem 341%

Entre janeiro e setembro, corrente comercial chegou a US$ 143 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 84,7 bilhões
O comércio entre Brasil e China alcançou novo recorde entre janeiro e setembro de 2026, com corrente comercial de US$ 143 bilhões. As exportações brasileiras somaram US$ 84,7 bilhões, alta de 12%, enquanto as importações de produtos chineses atingiram US$ 58,6 bilhões, avanço de 9,9%.
O superávit brasileiro foi de US$ 26,1 bilhões, equivalente a 42% do saldo comercial do país com o mundo. A China respondeu por 29,7% das exportações e 26,4% das importações nacionais.
A soja permaneceu como principal produto vendido ao mercado chinês, com US$ 30 bilhões em embarques, crescimento de 3,6%. O país asiático absorveu 70% da soja exportada pelo Brasil. O petróleo também ganhou força nas vendas: os embarques avançaram 49%, para US$ 21,8 bilhões, representando metade de todo o petróleo brasileiro exportado.
Na carne bovina, o cenário foi diferente após o Brasil atingir a cota chinesa. As exportações de setembro caíram para US$ 68,3 milhões, valor mais de 15 vezes inferior ao registrado um ano antes. Os embarques acima da cota enfrentam sobretaxa de 55%, além da tarifa regular de 12%.
A abertura do mercado chinês criou espaço para novos produtos do agro. As exportações de DDG, utilizado na alimentação animal, alcançaram US$ 111,3 milhões, enquanto as de sorgo somaram US$ 170 milhões. A China concentrou 53% e 95%, respectivamente, das vendas externas brasileiras desses produtos.
Outro destaque foi o espodumênio, mineral rico em lítio, cujas exportações à China subiram 339%, para US$ 172,3 milhões. No fluxo inverso, as importações brasileiras de carros elétricos chineses avançaram 341%, enquanto as de híbridos cresceram 248% e as de híbridos plug-in, 89%.







