Estados Unidos identificam práticas consideradas injustas e propõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

EUA apontam práticas comerciais do Brasil como injustas e propõem tarifa adicional de 25% sobre importações brasileiras.
Práticas comerciais do Brasil são alvo de investigação dos EUA em 2026
A investigação dos Estados Unidos sobre as práticas comerciais do Brasil revelou diversas medidas que foram consideradas “injustas” para empresas americanas. A proposta de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros foi divulgada no dia 1° de junho de 2026 pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Esse movimento ocorre no contexto das relações comerciais e diplomáticas entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que têm mantido diálogos frequentes sobre o tema.
Reivindicações específicas contra práticas brasileiras destacam desafios em comércio digital e tarifas
Entre as práticas apontadas estão decisões do Supremo Tribunal Federal brasileiro que determinam a remoção de conteúdos políticos nas redes sociais, impondo multas às plataformas americanas que descumprem essas ordens. O Brasil também teria favorecido políticas que prejudicam empresas americanas concorrentes no setor de serviços de pagamento eletrônico, citando o sistema Pix como um exemplo. Além disso, o Brasil concede tratamento tarifário preferencial menos favorável a produtos mexicanos e indianos em relação ao que oferece ao México e à Índia em alguns setores.
Impactos do combate à corrupção e proteção da propriedade intelectual nas relações comerciais
O relatório dos EUA aponta insuficiências do Brasil no combate ao suborno e à corrupção, além de mencionar falhas no enfrentamento à falsificação de produtos e na tramitação de pedidos de patentes, especialmente na área biofarmacêutica. O documento também destaca a aplicação inconsistente de medidas antipirataria, que afetam a confiança comercial das empresas americanas no mercado brasileiro.
Disputas tarifárias e ambientais intensificam tensões entre Brasil e Estados Unidos
No setor agrícola, a suspensão do tratamento tarifário equilibrado para o etanol, adotada em 2017, é citada como um ponto de discórdia, uma vez que o Brasil não oferece tratamento recíproco para as exportações americanas. Além disso, o persistente desmatamento ilegal no Brasil, apesar da existência de marco legal para seu combate, foi identificado como um fator que influencia negativamente a percepção dos Estados Unidos sobre as práticas comerciais brasileiras.
Diálogos entre autoridades brasileiras e americanas buscam solucionar impasses comerciais
Ao longo do último ano, representantes norte-americanos, incluindo Jamieson Greer do USTR, e o presidente Donald Trump mantiveram conversas construtivas com o presidente Lula e sua equipe, com o objetivo de resolver as questões levantadas na investigação. A última reunião entre os dois líderes ocorreu em maio de 2026 na Casa Branca, onde foi discutida a reversão parcial das tarifas aplicadas anteriormente e estratégias para avançar nas relações comerciais bilaterais.
A questão das “práticas comerciais do Brasil” permanece central para o diálogo diplomático e econômico entre os dois países, sendo acompanhada de perto por setores empresariais e autoridades responsáveis pelo comércio exterior.






