Estudo da CNT revela que mais de 80% das rodovias apresentam infraestrutura insuficiente para minimizar danos em acidentes graves

Pesquisa da CNT mostra que mais de 80% das rodovias brasileiras têm baixa capacidade de reduzir acidentes graves.
Panorama geral da capacidade das rodovias brasileiras para reduzir acidentes graves
O Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgado recentemente pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), aponta que as rodovias brasileiras têm baixa capacidade para reduzir a gravidade de acidentes. Segundo o levantamento, mais de 80% das vias apresentaram condições em que falhas na infraestrutura, somadas a erros humanos ou problemas mecânicos, podem resultar em acidentes graves ou fatais. Fernanda Rezende, diretora executiva da CNT, destaca a importância da qualidade da infraestrutura viária para a segurança dos usuários.
Diferenças entre rodovias concedidas e públicas na segurança viária
A análise do índice revela discrepâncias significativas entre rodovias concedidas e aquelas administradas diretamente pelo poder público. Enquanto 62% dos trechos das rodovias concedidas têm Alto Índice de Perdão, indicando maior capacidade de minimizar consequências graves, apenas 4,8% das rodovias públicas alcançam esse patamar. Além disso, metade das rodovias públicas avaliadas foi classificada com Baixo Índice de Perdão, evidenciando a urgência em ampliar investimentos na infraestrutura dessas vias.
Estrutura e critérios do Índice de Perdão: como a segurança é avaliada
O Índice de Perdão mede a capacidade da infraestrutura rodoviária de minimizar as consequências de acidentes, considerando elementos como acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas e áreas livres de obstáculos. Diferentemente de indicadores que avaliam a quantidade de acidentes, este índice foca na probabilidade de que acidentes resultem em mortes ou feridos graves, refletindo diretamente na segurança passiva oferecida pelas rodovias brasileiras.
Impactos regionais da baixa capacidade de segurança nas rodovias brasileiras
O estudo evidencia desigualdades regionais marcantes, com as regiões Sul e Sudeste apresentando os melhores resultados, devido à maior presença de rodovias concedidas. Por outro lado, Norte, Nordeste e Centro-Oeste concentram corredores com índices médios e baixos de perdão. Estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul lideram em rodovias com Alto Índice de Perdão, enquanto Amapá e Roraima não possuem trechos classificados no nível mais elevado de segurança.
Tendências e desafios para a segurança viária no Brasil
A comparação dos dados atuais com os do ano anterior indica que a situação das rodovias públicas piorou, com queda no percentual de trechos com Alto Índice de Perdão de 6,2% para 4,8%. Este cenário ressalta a necessidade de políticas públicas consistentes e investimentos direcionados para a melhoria da infraestrutura, especialmente nas rodovias sob gestão estatal, para reduzir a gravidade dos acidentes e proteger a vida dos motoristas e passageiros.






