Mulheres ganham menos que homens mesmo com melhora no mercado

Aumento salarial de homens foi 5,8% em 2025, enquanto mulheres tiveram crescimento de apenas 1%

Mulheres ganham menos que homens mesmo com melhora no mercado
Desigualdade salarial persiste mesmo com crescimento econômico

Observatório Brasileiros das Desigualdades aponta que aumento de rendimento para homens foi 5,8% em 2025, enquanto mulheres tiveram ganho de apenas 1%

Em 2025, a diferença entre o aumento salarial de homens e mulheres aprofundou a desigualdade no mercado de trabalho brasileiro. De acordo com o Observatório Brasileiros das Desigualdades, os rendimentos masculinos cresceram 5,8%, enquanto as mulheres tiveram aumento de apenas 1%.

A discrepância de 4,8 pontos percentuais evidencia que a melhora geral da economia não beneficia de forma equitativa os trabalhadores. As mulheres, mesmo integrando cada vez mais o mercado formal, continuam recebendo menores incrementos salariais comparado aos homens.

O Observatório Brasileiros das Desigualdades aponta que esse cenário reflete estruturas históricas de discriminação no mercado de trabalho. A menor progressão salarial das mulheres pode estar relacionada a fatores como segregação ocupacional, diferenças nas carreiras escolhidas e barreiras para ascensão a posições de liderança.

Os dados de 2025 reforçam tendências observadas em anos anteriores, demonstrando que políticas de igualdade salarial ainda não conseguem neutralizar as diferenças de remuneração entre gêneros. Mesmo setores em expansão apresentam disparidades quando se analisa o rendimento por gênero.

Organizações que monitoram desigualdades no mercado de trabalho apontam a necessidade de ações mais incisivas para reduzir o hiato salarial. Estudos recentes indicam que fechar a lacuna de rendimento entre homens e mulheres demandaria políticas específicas de combate à discriminação e maior fiscalização das empresas quanto à equidade remuneratória.