Redução de cultivo deve ampliar dependência de importações na temporada 2026/27

Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada registra área destinada ao cultivo de trigo no Brasil como a menor desde 2017, ampliando dependência de importações
A área destinada ao cultivo de trigo no Brasil é a menor desde 2017, de acordo com o Cepea. A redução deve impactar a oferta doméstica e ampliar a necessidade de importações na temporada 2026/27.
O cenário reflete desafios enfrentados pelo setor tritícola brasileiro, que vem reduzindo seu volume de produção nos últimos anos. A menor área de plantio compromete a capacidade de abastecimento do mercado interno, historicamente dependente de importações para cobrir a demanda nacional.
Conforme informações do Cepea, essa é uma tendência que vem se acentuando no mercado brasileiro. A redução na área cultivada se soma a outros fatores que afetam a produção doméstica, resultando em maior necessidade de aquisição de trigo no mercado externo.
O Brasil importa significativa quantidade de trigo para atender à demanda de indústrias de alimentos e farinhas. Com a redução da oferta doméstica, as importações tendem a aumentar, afetando custos e dinâmica do mercado interno. A temporada 2026/27 deve refletir essa dependência crescente.
Os dados do Cepea monitoram continuamente a evolução das áreas de cultivo agrícola no país, fornecendo informações essenciais para produtores, indústria e formuladores de políticas públicas. O acompanhamento dessa métrica é crucial para compreender a evolução da produção agrícola brasileira.







