
Às vésperas de completar oito anos, rede reforça trajetória marcada pelo pioneirismo, pela construção de comunidade e pela expansão da experiência do café para além das lojas
De uma pequena cafeteria em Curitiba a uma marca presente em todos os estados brasileiros, a trajetória da Go Coffee acompanha as transformações do consumo de café no país. Fundada em 2017 e prestes a completar oito anos, a rede ajudou a impulsionar novos formatos de consumo no segmento, combinando o conceito coffee to go, expansão por franquias, desenvolvimento de produtos, collabs e estratégias voltadas à criação de uma comunidade em torno da marca.
A história começou com uma proposta baseada em café especial, conveniência e identidade visual, em um momento em que o modelo coffee to go ainda ganhava espaço no mercado brasileiro. Ao longo dos anos, a Go Coffee ampliou essa proposta e seus pontos de contato com o público, mantendo a busca por novos formatos e experiências como parte de sua trajetória.
Nesse processo, a relação construída com os consumidores também passou a ocupar papel relevante na estratégia. Mais do que ampliar sua presença territorial, a rede buscou formar uma comunidade que se identifica com o universo da marca e participa de diferentes momentos dessa evolução. O café deixou de estar restrito ao balcão e passou a integrar uma estratégia que envolve alimentação, arquitetura, produtos para consumo doméstico, campanhas, collabs e lançamentos associados à cultura e ao entretenimento.
Esse movimento foi determinante para que a marca conseguisse crescer sem depender exclusivamente do produto que deu origem ao negócio. “O café sempre foi e continua sendo o centro da Go Coffee, mas entendemos cedo que uma marca não se constrói apenas pelo que vende. Ela se constrói pela relação que consegue criar com as pessoas. Por isso, nosso crescimento foi acompanhado por uma busca constante por novos produtos, formatos e experiências que mantivessem a Go Coffee presente em diferentes momentos da vida do consumidor”, afirma André Henning, cofundador da Go Coffee.
Collabs aproximam café de entretenimento e cultura
Um dos pilares dessa estratégia são as collabs. Nos últimos dois anos, a Go Coffee desenvolveu produtos exclusivos associados a marcas e franquias como Barbie, Marvel, Smurfs e Wicked: Parte 2, além de uma parceria com a Fini. As ações utilizam lançamentos temporários e experiências temáticas para aproximar o universo do café de outros territórios de interesse do público.
Para Henning, a estratégia vai além de estampar personagens ou marcas em embalagens. O objetivo é transformar a parceria em uma nova ocasião de consumo. “Os licenciamentos fazem parte de uma estratégia que une inovação, relevância cultural e experiência. Cada collab nasce para ampliar o valor da experiência de consumo. Não se trata apenas de lançar uma bebida diferente, mas de criar um contexto completo que surpreende o cliente, gera engajamento e fortalece a percepção da Go Coffee como uma marca conectada ao seu tempo”, destaca o cofundador.
A estratégia também permite que a cafeteria dialogue com públicos que chegam à marca por interesses que vão além do próprio café. “Uma collab pode ser a primeira porta de entrada de alguém para a Go Coffee. O consumidor chega porque se identifica com aquele filme, personagem ou marca e, a partir daí, conhece nosso produto e nossa experiência. Existe uma troca muito interessante nesse processo: levamos o café para outros universos e, ao mesmo tempo, trazemos novos públicos para dentro da cafeteria”, explica Henning.
As ações também contribuem para fortalecer a comunidade formada em torno da marca. Ao conectar o café a referências de entretenimento, comportamento e cultura, a Go Coffee cria novos pontos de identificação e amplia as possibilidades de interação com consumidores que acompanham lançamentos, produtos e experiências da rede.
Do “to go” ao “to Stay”
A evolução da marca também aparece no formato das lojas. Embora tenha ganhado espaço no mercado com o conceito coffee to go, a Go Coffee ampliou sua estratégia de permanência com ambientes voltados também a encontros, trabalho, estudo e refeições.
Em 2026, a rede passou a reforçar o conceito to stay com iniciativas como o “Breakfast Club — Café da Manhã Sem Hora Marcada”. O cardápio incorporou opções de brunch para diferentes momentos do dia e acompanha mudanças na arquitetura das unidades. Os formatos da rede podem ir de quiosques a lojas de até 200 metros quadrados, com possibilidade de lounges, áreas infantis e salas de reunião.
“Nós nascemos com uma proposta muito forte de conveniência, mas o comportamento do consumidor evoluiu. Hoje, a mesma pessoa pode querer pegar um café e seguir o caminho em cinco minutos ou permanecer na loja para conversar, trabalhar e fazer uma refeição. Não precisamos escolher entre o ‘to go’ e o ‘to stay’. O desafio é criar formatos capazes de atender a essas diferentes ocasiões”, afirma Henning.
Essa mudança também chegou à arquitetura. A unidade-conceito apresentada pela empresa incorporou áreas de permanência, ambientação contemporânea e elementos voltados ao conforto, mantendo a identidade visual e a praticidade operacional da rede.
Experiência chega à casa do consumidor
A estratégia de ampliar as ocasiões de consumo também ultrapassou as lojas. Em 2026, a empresa reforçou a Linha Home, composta por cafés especiais, produtos para preparo, acessórios e kits voltados ao consumo doméstico.
Entre os itens estão cafés com diferentes perfis sensoriais, Drip Coffee em sachês individuais, chocolate quente, frappé cappuccino e xícaras da marca. A iniciativa busca manter a relação com a Go Coffee mesmo quando o consumidor prepara a bebida em casa.
“A cafeteria é um ponto de contato muito importante, mas não é o único lugar em que o café faz parte da vida das pessoas. Ele está no começo da manhã, no trabalho, na pausa da tarde e nos encontros dentro de casa. Quando ampliamos nosso portfólio para esses momentos, também ampliamos a relação do consumidor com a marca”, explica Henning.
Cardápio acompanha diferentes momentos do dia
A diversificação também passa pela alimentação. O portfólio da rede reúne opções doces e salgadas, como sanduíches, waffles, pães de queijo, croissants, cookies, muffins e brownies, além de itens que podem variar conforme o formato e a localização das unidades.
Em junho, a marca ampliou o cardápio com uma linha de bolos inspirada em receitas presentes na cultura alimentar brasileira, com sabores como cenoura com calda de chocolate, fubá com goiabada, laranja e banana bread. A estratégia buscou aproximar o consumo de café de referências ligadas ao conforto e à memória afetiva.
“O consumidor não vive o café de uma única maneira. Existem ocasiões de consumo muito diferentes e o cardápio precisa acompanhar essa diversidade. Inovar não significa abandonar aquilo que é familiar. Às vezes, a inovação está justamente em pegar uma referência que todo brasileiro conhece e apresentá-la dentro de uma experiência contemporânea de cafeteria”, avalia Henning.
Cultura brasileira também entra na estratégia
Essa combinação entre produto e identificação cultural ganhou outra frente com a campanha “Caramelo Sempre Acompanha”. A iniciativa conecta a linha de produtos de caramelo da Go Coffee ao vira-lata caramelo, figura incorporada à cultura popular brasileira.
Segundo informações da empresa, a linha de caramelo é atualmente a mais vendida da rede e representa mais de 9% do faturamento. A campanha também apresentou o Cookie de Caramelo Salgado, produto que havia registrado boa aceitação em testes realizados anteriormente pela marca.
“Quando pensamos no conceito da campanha, percebemos que existia uma conexão natural entre aquilo que oferecemos e algo que faz parte do imaginário brasileiro. O caramelo já tinha relevância comercial para a rede, mas queríamos transformar esse dado em uma história com significado. É essa combinação entre produto, comportamento e cultura que torna uma campanha capaz de gerar identificação”, explica Henning.
Crescimento com identidade
Para sustentar essas diferentes frentes, a Go Coffee mantém parte do desenvolvimento de produtos e processos dentro da própria estrutura. A área de produtos é liderada pelo cofundador Elói Ferreira, e os lançamentos passam por etapas de desenvolvimento e testes antes de chegar à rede.
Um dos exemplos é o cookie da marca, que permaneceu cerca de oito meses em desenvolvimento até atingir os parâmetros definidos de sabor, textura, conservação e viabilidade logística. A cadeia de pesquisa, desenvolvimento, produção e controle de qualidade é centralizada em Curitiba e na Região Metropolitana.
Segundo Henning, a capacidade de inovar precisa caminhar ao lado da consistência, especialmente em uma operação de franquias com presença nacional. “Quanto mais uma marca cresce, maior é o desafio de continuar reconhecível. Uma collab pode durar alguns meses, um produto pode ser lançado e uma loja pode ter um formato diferente, mas todos esses pontos precisam carregar a mesma identidade. Nosso desafio é continuar criando novidade sem perder aquilo que fez o consumidor reconhecer a Go Coffee desde o início”, afirma.
Ao completar oito anos de atuação em 2026, a Go Coffee chega a uma nova fase em que expansão territorial, inovação e construção de marca caminham juntas. A trajetória iniciada em Curitiba mantém como pilares o pioneirismo na adoção de novos formatos de consumo e a relação construída com uma comunidade que acompanhou a expansão da rede pelo país.
Para Henning, o próximo ciclo está menos relacionado a simplesmente aumentar o número de pontos de venda e mais à capacidade de ampliar essa presença na rotina das pessoas.
“Crescer não é apenas estar em mais endereços. É conseguir ser relevante em mais momentos. Queremos que o consumidor encontre a Go Coffee quando precisa de praticidade, quando quer permanecer em uma cafeteria, quando experimenta uma collab ou até quando prepara o café em casa. É essa presença em diferentes ocasiões, mantendo uma identidade única e uma relação próxima com a nossa comunidade, que queremos continuar construindo”, conclui Henning.




