Cotações se consolidam na faixa dos R$ 300 por saca, segundo o Ibrafe, cenário que deve persistir até colheitas em outubro e novembro

Preços do feijão chegam ao fim de setembro na faixa dos R$ 300 por saca, patamar recorde para o mês, com oferta mais restrita que a demanda.
O mercado do feijão encerra setembro com preços firmes e oferta mais restrita no Brasil. De acordo com Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), a disponibilidade total do produto neste ano é menor do que a demanda observada nos últimos ciclos, cenário que levou as cotações à faixa dos R$ 300 por saca.
Segundo Lüders, esse é um patamar recorde para o mês de setembro. O movimento já vinha sendo esperado pelo setor desde março e abril, diante da perspectiva de redução da oferta ao longo do segundo semestre.
Apesar das cotações mais elevadas, poucos produtores conseguem aproveitar plenamente o momento, já que há poucas lavouras sendo colhidas e menor volume disponível para comercialização.
A expectativa agora se volta para São Paulo, onde novas áreas devem começar a ser colhidas entre o fim de outubro e o início de novembro. Produtores paulistas esperam aproveitar as cotações elevadas até o período de suas colheitas.
Lüders alerta que novembro e dezembro tendem a ser meses de oferta bastante restrita. O dirigente também destacou que as condições climáticas em São Paulo não vêm sendo totalmente favoráveis, o que aumenta a atenção sobre o volume que efetivamente chegará ao mercado nas próximas semanas.
O aperto na oferta de feijão reflete ciclos produtivos com áreas reduzidas e produtividade afetada por fatores climáticos, dinâmica que sustenta o cenário de preços elevados até o momento em que novas safras chegarem ao mercado em volume significativo.




