Índice caiu 2,4 pontos para 91,3 pontos, marcando terceira queda consecutiva, com piora em 16 dos 19 segmentos pesquisados

O Índice de Confiança da Indústria calculado pela FGV/Ibre caiu 2,4 pontos em setembro, atingindo 91,3 pontos e o menor nível desde novembro de 2025.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) calculado pela FGV/Ibre caiu 2,4 pontos em setembro, chegando a 91,3 pontos. Conforme os dados divulgados, trata-se da terceira queda consecutiva e do menor nível registrado desde novembro de 2025.
Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 2,9 pontos, para 94,1 pontos. A queda afetou 16 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela Sondagem, refletindo deterioração tanto nas avaliações sobre a situação atual quanto nas expectativas para os próximos meses.
O Índice de Situação Atual (ISA) retrocedeu 1,3 ponto, para 93,6 pontos, alcançando o menor patamar desde dezembro de 2025. A demanda total caiu 1,3 ponto, para 95,8 pontos, registrando o menor nível desde novembro de 2025 (93,6 pontos).
O indicador que mensura o nível de estoques subiu 0,7 ponto, para 108,2 pontos, alcançando o pior patamar desde dezembro de 2025 (109,9 pontos). De acordo com a FGV/Ibre, quando este indicador está acima de 100 pontos, sinaliza que a indústria está operando com estoques excessivos ou acima do desejável.
O Índice de Expectativas (IE) recuou 3,4 pontos, para 89,2 pontos, registrando o menor nível desde novembro de 2025. O indicador de produção prevista recuou 7,1 pontos, para 83,1 pontos, alcançando o menor patamar desde junho de 2020 (81,3 pontos).
O indicador de tendência dos negócios caiu 2,6 pontos, para 88,0 pontos, o nível mais baixo desde outubro de 2025 (85,1 pontos). As expectativas de emprego apresentaram uma ligeira queda de 0,3 ponto, chegando a 97,0 pontos.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) avançou 0,3 ponto percentual em setembro, para 83,2%.
Segundo o economista Stéfano Pacini do FGV/Ibre, a percepção sobre a situação atual dos negócios mantém os sinais de arrefecimento da demanda e acúmulo de estoques observados nos últimos três meses, aumentando a possibilidade de ajustes na produção. “Para os próximos meses, as avaliações dos empresários sobre produção prevista reforçam a sinalização de continuidade do processo de desaceleração da atividade econômica ao longo do segundo semestre.”




