Serviços lidera criação de vagas com 110,3 mil postos. Estoque total de empregos formais atinge recorde de 48,2 milhões.

Brasil criou 168,5 mil postos de trabalho em agosto, resultado 57,5% acima da mediana de expectativa dos economistas (106,9 mil).
O Brasil criou 168,5 mil novos postos de trabalho em agosto, resultado acima das projeções dos economistas, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
A mediana das estimativas de mercado apontava criação de 106,9 mil vagas para o período. No mês, foram registradas 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos.
No acumulado do ano, de janeiro a agosto, o saldo chega a 1.134.033 empregos, representando alta de 2,41%. O estoque total de vínculos formais atingiu recorde de 48,2 milhões. Nos últimos 12 meses, o crescimento é de 1,87%, com 887.708 novos postos de trabalho.
O setor de Serviços liderou a criação de vagas em agosto, com 110.346 novos postos. Na sequência vieram Construção, com 20.848 vagas; Indústria, com 16.613 vagas; Comércio, com 16.565 vagas; e Agropecuária, com 1.452 vagas. Todos os cinco grandes setores da economia tiveram criação de vagas na comparação mensal.
Segundo análise da 4Intelligence, o acumulado de 2026 até agosto mostra saldo 24,6% abaixo do período correspondente de 2025. “Apenas a Construção Civil apresenta crescimento (+2,0%) no acumulado de 2026 em relação ao acumulado do ano passado, muito devido ao ano de eleições, quando há mais contratações destinadas para obras de infraestrutura.”
O setor de Comércio apresentou o pior desempenho no acumulado de 2026 comparado a 2025, com queda de 98,5%. A 4Intelligence aponta que juros elevados tornaram o financiamento ao consumo mais caro, pesando nas contratações de setores de bens duráveis como eletroeletrônicos e móveis, que dependem muito de parcelamento.
Os dados do Caged e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, também divulgados nesta terça, levam economistas a avaliar que o espaço para continuidade de cortes na taxa básica de juros fica mais desafiador para o Banco Central, que já sinalizava riscos altistas para a inflação quando decidiu fazer o corte mais recente, levando a Selic a 13,75%.






