Dívida bruta do Brasil sobe a 82,9% do PIB em agosto

Banco Central registra alta na proporção da dívida em relação ao produto interno bruto, enquanto déficit primário fica abaixo das expectativas

Dívida bruta do Brasil sobe a 82,9% do PIB em agosto
Símbolo do Brasil em fundo azul. Foto: Reuters

A dívida bruta do Brasil fechou agosto em 82,9% do PIB, contra 82,6% no mês anterior, conforme dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira.

A dívida pública bruta do Brasil subiu a 82,9% do produto interno bruto em agosto, informou o Banco Central nesta quarta-feira, 30 de setembro.

A proporção da dívida aumentou comparada a julho, quando registrou 82,6%. A dívida líquida do setor público avançou para 69,3%, ante 69,1% no mês anterior.

Os números ficaram próximos às expectativas do mercado. A pesquisa da Reuters apontava 83,0% para a dívida bruta e 69,5% para a líquida.

O setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 10,012 bilhões em agosto. Segundo o Banco Central, economistas consultados pela Reuters estimavam um saldo negativo de R$ 15,7 bilhões.

O governo central apresentou rombo de R$ 14,687 bilhões. Estados e municípios registraram superávit primário de R$ 2,688 bilhões, de acordo com os dados. As empresas estatais tiveram saldo positivo de R$ 1,987 bilhão.

O déficit primário representa a diferença entre receitas e despesas do setor público, sem considerar os gastos com juros da dívida. Quando negativo, indica que as despesas superaram as receitas.

O resultado de agosto foi melhor que o projetado pelos analistas consultados pela Reuters, sinalizando desempenho fiscal acima da expectativa apesar da alta contínua da relação dívida bruta em relação ao PIB.

Os dados mensais publicados pelo Banco Central integram o acompanhamento das contas públicas do Brasil e servem como indicador de sustentabilidade fiscal para o país.