A partir de hoje, exportações para o país asiático serão tributadas em 67%. China é o principal destino das vendas brasileiras do produto.

Brasil atingiu a cota anual de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina para China. Exportações agora pagam sobretaxa de 55%, elevando tributação total a 67%.
O Brasil atingiu nesta quinta-feira (01/10) a cota anual de exportação de carne bovina para a China. A partir de hoje, os embarques para o país passam a pagar uma sobretaxa de 55%, elevando a tributação total a 67%. Segundo avaliação do setor, a tributação extra praticamente inviabiliza as exportações.
A China é o principal destino das vendas brasileiras de carne bovina para o exterior. O sistema chinês de controle de importações funciona por meio de cotas: os embarques são taxados em 12% até atingir o teto de uma cota. Em 2026, essa cota é de 1,106 milhão de toneladas. O que ultrapassar esse volume está sujeito à sobretaxa adicional de 55%.
Com o acréscimo da sobretaxa, a carne que chegar aos portos chineses a partir de agora será tributada em 67%. Esse mecanismo torna o valor do produto tão elevado que o Brasil perde competitividade e fica difícil acessar o mercado asiático.
A China começou a impor cotas à importação de carne neste ano. A decisão foi tomada para proteger os pecuaristas e a produção local, que vem crescendo nos últimos anos. Há cotas para todos os grandes exportadores, não apenas o Brasil.
O Brasil é o exportador que tem a maior cota estabelecida. No ano que vem, esse teto vai subir para 1,128 milhão de toneladas. O sistema de delimitar os volumes de importações deve vigorar até 2028.
Desde julho, diante da possibilidade de o limite ser atingido entre agosto e setembro, os frigoríficos brasileiros vinham desacelerando os embarques para evitar a sobretaxa. Muitos deram férias coletivas para seus empregados.
Segundo técnicos do Ministério da Agricultura, o governo brasileiro vai intensificar as negociações com Pequim para tentar obter uma cota adicional para 2026. O próximo passo concreto envolve as tratativas diplomáticas nas próximas semanas para ampliar o limite de importações autorizado pela China.






