Hevellyn Santos, 32 anos, operava organização criminosa com estrutura em funções. Justiça bloqueou R$ 1,8 milhão em ativos dos investigados.

Influenciadora digital é suspeita de comandar tráfico de cocaína. — Foto: Redes sociais
Sete pessoas foram presas em operação da Polícia Civil do Paraná. Influenciadora usava perfil em redes sociais para venda de produtos como fachada.
A Polícia Civil do Paraná prendeu sete pessoas em operação contra tráfico de cocaína nesta quarta-feira (7) em Umuarama, no Noroeste do Estado. Hevellyn Santos, 32 anos, influenciadora digital, é suspeita de liderar a organização criminosa, de acordo com a investigação.
O marido da suspeita, Rafael Oliveira, foi preso. A defesa do casal informou que acompanha o caso e é “prematuro fazer qualquer juízo de valor”.
Hevellyn Santos possui um perfil em redes sociais no qual divulga perfumes árabes, celulares e tênis. Ela também realiza sorteios desses produtos para seguidores. Segundo o delegado Rodrigo Couto, essa atividade era fachada para o crime. “Era a atividade de fachada. E cabe ressaltar que essa atividade de fachada, por si também, já era ilícita, que era objeto de descaminho”, explicou.
A investigação mostrou que a estrutura criminosa era dividida em funções específicas: armazenamento, fracionamento, distribuição, atendimento de usuários, entregas, cobrança e movimentação do dinheiro. Conforme a Polícia Civil, a operação resultou na prisão de sete pessoas, sendo que duas foram capturadas em flagrante, uma por tráfico de drogas e outra por posse de munição de uso restrito. Os outros nomes não foram divulgados oficialmente.
“Existiam algumas pessoas ali que ficavam em regime de plantão, operando o celular, no qual recebiam os pedidos dos clientes. Eles tinham uma política, inclusive de entregas de 25 a 13 minutos. Era uma organização bem elaborada”, disse o delegado Rodrigo Couto.
Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos, recolhendo drogas, dinheiro, documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,8 milhão em ativos financeiros e o sequestro e indisponibilidade de veículos e imóveis dos investigados.
A operação foi coordenada pelo Setor de Narcóticos e pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 7ª Subdivisão Policial, em integração com a Força Nacional. São apurados os crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O grupo realizava entregas de cocaína em pequenas porções para reduzir riscos em caso de abordagem policial, conforme informado pela Polícia Civil.







