Ex-deputado quer ser chanceler ou embaixador em Washington, mas moderados defendem Marcos Troyjo para a função

Ex-deputado Eduardo Bolsonaro disputa com moderados um posto no Itamaraty em eventual governo de Flávio Bolsonaro
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro disputa com a ala moderada da campanha do candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) um posto de destaque no Itamaraty, em um eventual novo governo. Eduardo Bolsonaro já teria dito a um interlocutor que gostaria de ser chanceler em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) ou mesmo embaixador em Washington.
A ala moderada da campanha rejeita a ideia. De acordo com o entendimento de lideranças moderadas, o melhor para o cargo é o cientista político e diplomata Marcos Troyjo, que foi presidente do Banco dos BRICS e Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Brasil.
Lideranças do agronegócio também entendem que o melhor caminho é ter um profissional em relações internacionais para exercer a função de chanceler. No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o setor agrícola havia pressionado pela demissão do então chanceler Ernesto Araújo, por entender que suas posições atrapalhavam o diálogo com a China, principal mercado das commodities agrícolas brasileiras.
Na campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o entendimento é de que a decisão do ministro Alexandre de Moraes de expedir mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro mostra que há um limite do que seria aceitável para o magistrado, caso o candidato vença o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Alexandre de Moraes tem emitido sinais desde domingo ao bolsonarismo, como a progressão da pena da “Débora do Batom”. A decisão contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, porém, seria, segundo a campanha do candidato Flávio Bolsonaro, para mostrar que haveria um limite até onde um eventual novo governo poderia avançar.
Por outro lado, a campanha entende que a decisão reforça a ideia de que o ministro Alexandre de Moraes persegue o bolsonarismo e que isso o vincula ainda mais ao governo Lula. Essa estratégia vem sendo explorada pela campanha e é considerada bem-sucedida por seus articuladores.







