Açúcar despenca em Nova Iorque e Londres após realizar lucros nas bolsas

Contratos recuaram 3,26% e 2,63% respectivamente após atingirem máximas de 19 e 22 meses na sessão anterior

Açúcar despenca em Nova Iorque e Londres após realizar lucros nas bolsas
Cotações de açúcar recuaram nas principais bolsas internacionais nesta quinta-feira

Açúcar fecha em queda nesta quinta-feira com contrato a março em Nova Iorque recuando 3,26% e contrato em Londres caindo 2,63%

Os preços do açúcar encerraram em forte queda nesta quinta-feira (8) nas bolsas de Nova Iorque e Londres, em movimento de realização de lucros após a forte valorização acumulada nas últimas duas semanas. O contrato de açúcar a março/227 em Nova Iorque fechou a 20,15 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 68 pontos, ou 3,26%. Em Londres, o contrato para dezembro terminou a sessão em US$ 541,10 por tonelada, retração de 146 pontos, ou 2,63%.

Na sessão anterior, os contratos haviam renovado máximas importantes. Nova Iorque atingiu o maior nível em 19 meses, enquanto Londres chegou à maior cotação em 22 meses. A sequência de altas havia sido sustentada principalmente pelas preocupações com a oferta global e pelas condições climáticas no Brasil.

No Centro-Sul, principal região produtora de cana-de-açúcar do país, as chuvas persistentes vêm atrasando a colheita e interrompendo a moagem em algumas usinas. Com a forte valorização acumulada, os fundos aproveitaram a sessão desta quinta-feira para reduzir posições e realizar parte dos ganhos, provocando uma correção mais intensa nos contratos.

Apesar da queda desta quinta-feira, os fundamentos de oferta seguem oferecendo suporte ao mercado. A Organização Internacional do Açúcar (ISO) projeta um déficit global de 200 mil toneladas em 2026/27, após um superávit estimado em 1,1 milhão de toneladas na temporada 2025/26. Na Tailândia, a Thai Sugar Millers Corp. estima que a produção possa cair 17% em 2026/27, para cerca de 10 milhões de toneladas. O país é o segundo maior exportador mundial de açúcar.

A Covrig Analytics também passou a projetar déficit global de 300 mil toneladas para 2026/27, revertendo estimativas anteriores. Os analistas consideram que as condições climáticas adversas no Brasil e a redução na Tailândia mantêm o mercado em tensão, apesar das correções de preço observadas.