Economistas apontam reaceleração após três meses de alívio, com pressões em combustíveis e alimentos in natura

IPCA de setembro deve vir entre 0,70% e 0,82% na comparação mensal, com inflação acumulada em 12 meses atingindo o teto da meta de 4,50%.
O IPCA de setembro deve vir entre 0,70% e 0,82% na comparação mensal, de acordo com estimativas de economistas consultados. O resultado será divulgado nesta sexta-feira (8).
A projeção aponta reaceleração da inflação após três meses de alívio. Entre junho e agosto, o índice registrou variações de +0,16%, +0,07% e -0,32%, respectivamente. Com a variação esperada para setembro, a inflação acumulada em 12 meses deve atingir o teto da meta, de 4,50%.
O principal motivo para a reaceleração é o fim do efeito do bônus de Itaipu, um valor distribuído aos consumidores todo ano após apuração do saldo registrado na conta de comercialização da energia. O impacto positivo desse crédito nas contas de eletricidade cessou no mês, pressionando os preços administrados.
Além disso, os preços dos combustíveis e dos alimentos in natura devem mostrar pressão significativa. Móveis, eletrodomésticos, artigos eletroeletrônicos e vestuário também contribuem para o aumento observado.
A XP estima que o IPCA de setembro será de 0,75% na comparação mensal, levando o índice anualizado para 4,50%. Essa é a mesma projeção do ASA. O Daycoval estima uma inflação mensal de 0,72%, enquanto o JP Morgan projeta uma variação mais acentuada, de 0,81%, assim como o C6 Bank, que também estima 0,82%.
O banco digital Inter apresenta projeção diferente, com variação de 0,62% no mês e de 4,32% em 12 meses. Para o final do ano, a instituição estima um IPCA de 4,80%.
Segundo a XP, a taxa anualizada ajustada sazonalmente a três meses para a inflação subjacente deve subir de 4,1% para 4,6%. A taxa anualizada a três meses para serviços subjacentes deve avançar de 4,9% para 5,7%. Com isso, as médias da inflação subjacente e as medidas de serviços interrompem a tendência benigna observada nas leituras recentes.
O indicador de serviços intensivos em mão de obra deve registrar um aumento de 0,56%, com a taxa anualizada de três meses permanecendo estável, porém em patamares elevados de 7,4%.
A reaceleração também é impulsionada pelos preços definidos pelo mercado, com elevação significativa nos preços de alimentos in natura, conforme apontam as análises dos economistas consultados.






