Durigan confirma que governo editará MP do Imposto Seletivo após eleições

Ministro da Fazenda anuncia que arrecadação do novo tributo começará em fevereiro, após intervalo de 90 dias

Durigan confirma que governo editará MP do Imposto Seletivo após eleições
Ministro da Fazenda Dario Durigan em reunião com relator da Reforma Tributária. Foto: Agência O Globo

O ministro da Fazenda confirmou que o governo vai editar a medida provisória que regulamenta o Imposto Seletivo após as eleições.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou nesta quinta-feira que o governo vai editar a medida provisória (MP) que regulamenta o Imposto Seletivo depois das eleições. O tributo federal foi criado pela Reforma Tributária e incide sobre bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Antes de encaminhar a MP ao Congresso, o governo vai ouvir representantes dos setores impactados pelo novo imposto. Durigan afirmou que uma reunião está agendada para a próxima semana com esse objetivo.

“Na semana que vem vai ter uma reunião, e há o compromisso do governo, do presidente Lula, de encaminhar o acordo feito com os setores nessa reunião para o Congresso, após as eleições, de maneira a preservar o acordo com os setores.”

O ministro fez essa afirmação após reunião com o relator da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Com o adiamento da publicação da MP, o governo só vai arrecadar o Imposto Seletivo a partir de fevereiro, por conta do intervalo necessário de 90 dias entre a publicação do tributo e quando ele começará a valer.

Sobre o split payment

Durigan também defendeu o split payment, mecanismo instituído pela reforma que separa automaticamente os tributos sobre o consumo na hora do pagamento pelo cliente e os repassa ao Fisco. De acordo com o ministro, trata-se de um instrumento inovador de combate à sonegação.

“O split payment é um instrumento tecnológico, uma inovação que foi incluída, debatida no Congresso, aprovada por ampla maioria, que garante a diminuição da sonegação, da emissão de nota fiscal fria, da existência de noteiras e empresas fraudulentas que emitem uma nota fiscal sem que haja o respectivo pagamento do tributo, gerando um crédito fictício, demanda e contencioso, seja na Receita Federal, seja na Polícia Federal, pra apurar a sonegação.”

O fim do split payment é defendido pela equipe econômica do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Conforme o ministro, o mecanismo começará a valer de forma opcional e gradual nas transações entre empresas.