Índice anual chegou a 4,58%. Energia elétrica foi o principal impacto, com alta de 7,98% após fim do bônus de Itaipu

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo atingiu 0,82% em setembro, superando projeção de 0,73%, conforme dados do IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (9) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro de 2026: inflação de 0,82% no mês e 4,58% em 12 meses. O resultado superou as expectativas de mercado.
Pesquisa da Reuters projetava inflação de 0,73% no período mensal e alta de 4,50% em 12 meses. Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva em setembro.
Habitação registrou a maior alta, com 2,31%, e o maior impacto no índice, de 0,35 ponto percentual. Transportes variou 0,89% e Alimentação e bebidas, 0,83%.
A energia elétrica residencial, integrante do grupo Habitação, subiu 7,98% em setembro e foi o principal impacto individual no índice do mês, com 0,32 ponto percentual de influência. A alta ocorreu após o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas em agosto. A bandeira tarifária amarela permanecia em vigência, adicionando R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.
Reajustes tarifários foram incorporados em diferentes localidades. Em Belém, houve aumento de 6,63% desde 18 de setembro. São Luís teve reajuste de 5,42% a partir de 28 de agosto. Vitória registrou alta de 6,89%, vigente desde 7 de agosto. Rio Branco e Fortaleza tiveram redução de tarifas em 5,20% e 6,65%, respectivamente, a partir de 26 de agosto, em razão da incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
No grupo Habitação, o gás encanado variou 0,05%, refletindo reajustes de 10,21% em Curitiba e 1,80% no Rio de Janeiro, ambos vigentes desde 1º de agosto. A taxa de água e esgoto registrou alta de 0,13%, resultado do reajuste de 6,94% em Vitória, vigente desde 1º de setembro.
Em Transportes, a variação de 0,89% refletiu alta de 9,66% das passagens aéreas e variação positiva de 1,41% nos combustíveis. Etanol subiu 3,16%, óleo diesel 1,69%, gasolina 1,21% e gás veicular 0,10%. O táxi registrou variação de 0,20%, considerando reajuste de 8,42% nas tarifas de Belo Horizonte, vigente desde 8 de agosto.






