Saques na poupança superam depósitos em R$ 9,35 bilhões em setembro

Banco Central registra retirada líquida menor que a de agosto, mas saldo continua negativo no acumulado do ano

Saques na poupança superam depósitos em R$ 9,35 bilhões em setembro
Caderneta de poupança apresenta mais saques que depósitos. Foto: Roberto de Lira

Banco Central divulga que retiradas superaram depósitos em R$ 9,350 bilhões em setembro, resultado menor que agosto

A caderneta de poupança voltou a apresentar saldo negativo líquido em setembro. Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (9), as retiradas superaram os depósitos em R$ 9,350 bilhões, um saldo negativo menor que as saídas líquidas de R$ 10,573 bilhões de agosto.

Os depósitos em setembro somaram R$ 338,993 bilhões, enquanto as retiradas alcançaram R$ 348,343 bilhões. A diferença entre ingressos e saques reflete a dinâmica do fluxo de recursos para essa modalidade de investimento de baixa rentabilidade.

No acumulado do ano, o saldo total da poupança está negativo em R$ 66,432 bilhões. Maio foi o único mês do ano com mais depósitos do que retiradas, indicando uma tendência de desaceleração de novos aportes na aplicação tradicional.

Considerando o rendimento de R$ 6,526 bilhões gerado pela poupança durante setembro, o saldo total da modalidade de investimento atingiu R$ 1,012 trilhão ao final do mês. A poupança é a forma mais tradicional de investimento no país, oferecendo liquidez imediata e proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por depositante por instituição financeira.

A sequência de meses com mais saques que depósitos reflete a busca de pessoas físicas por outras alternativas de investimento que possam oferecer melhor remuneração em um cenário de variação de taxas de juros. Fundos de renda fixa e títulos de renda variável têm captado recursos que historicamente ficavam na poupança.