Amêndoas totalizaram 226.497 toneladas entre outubro de 2025 e setembro de 2026, maior volume em série de 2023 a 2026.

Recebimento de cacau cresceu 25,3% na safra 25/26, totalizando 226.497 toneladas entre outubro de 2025 e setembro de 2026.
O recebimento de amêndoas de cacau totalizou 226.497 toneladas entre outubro de 2025 e setembro de 2026, crescimento de 25,3% em relação ao ciclo anterior, segundo dados compilados pelo SindiDados – Campos Consultores e divulgados pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC).
No terceiro trimestre, o recebimento alcançou 71.652 toneladas, alta de 7,7% em relação ao segundo trimestre e de 5,0% em relação ao mesmo período de 2025. Esse foi o maior volume de um terceiro trimestre na série de 2023 a 2026, resultado que acompanha a sazonalidade da safra que concentra volumes maiores de cacau entre abril e setembro.
A presidente-executiva da AIPC, Anna Paula Losi, declarou: “Os resultados representam sinais positivos para a cadeia, mas a consolidação desse movimento dependerá da continuidade da produção nos próximos ciclos e de uma recuperação consistente da demanda”.
Segundo Anna Paula, o fechamento da safra confirma melhora importante da disponibilidade de cacau brasileiro. Ela afirmou: “O desafio é manter esse desempenho nos próximos ciclos, pois uma safra melhor ainda não representa uma recuperação estrutural da produção. Essa continuidade dependerá do clima, da sanidade das lavouras, da produtividade, da assistência técnica e dos investimentos no campo”.
A moagem de cacau somou 53.743 toneladas no terceiro trimestre, crescimento de 8,1% em relação ao segundo trimestre e de 16,4% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de janeiro a setembro, alcançou 155.169 toneladas, alta de 7,7% em comparação com 2025, mas ainda 8,6% abaixo de 2024 e 18,5% inferior a 2023.
Apesar da reação recente, o processamento acumulado permanece significativamente abaixo dos níveis de 2023 e 2024. Para que a maior oferta de cacau se traduza em mais atividade industrial, renda e empregos, a demanda por derivados precisa se recuperar de forma consistente, segundo informações da AIPC.






