Alimentação acelera para 0,95%, maior alta entre os sete componentes do índice medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

Índice de Preços ao Consumidor subiu 0,56% na primeira quinzena de outubro, acelerando levemente ante 0,51% de setembro, segundo a Fipe.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,56% na primeira quinzena de outubro, de acordo com dados divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta sexta-feira. A variação acelerou levemente em relação à alta de 0,51% registrada em setembro.
O índice é composto por sete componentes que refletem variações de preços em diferentes segmentos da economia. Na leitura inicial de outubro, dois deles ganharam força na comparação com o período anterior. A Alimentação passou de 0,44% para 0,95%, apresentando a maior aceleração entre os itens medidos. Despesas Pessoais também aceleraram, passando de 0,30% para 0,37%. Em Vestuário, houve estabilidade, com variação de 0,02%, igual à do mês anterior.
Os demais segmentos apresentaram desaceleração. Habitação recuou de 0,98% para 0,62%. Transportes diminuíram de 0,30% para 0,29%. Saúde caiu de 0,19% para 0,16%. Educação passou de 0,01% para -0,01%, registrando deflação na leitura inicial de outubro.
A Fipe publica o IPC semanalmente, oferecendo uma prévia do comportamento dos preços na região metropolitana de São Paulo. O indicador serve como referência para avaliar a dinâmica inflacionária e subsidia análises de política econômica e decisões de investimento.
A aceleração da Alimentação reflete pressões inflacionárias em produtos como frutas, verduras e proteínas. O segmento é tradicionalmente volátil em decorrência de fatores climáticos e sazonalidade de cultivos. A desaceleração em Habitação pode estar relacionada a menores aumentos em energia elétrica e água no período.






