Varejo fecha terceiro trimestre com alta de 6,3% ante 2025, aponta Stone

Índice mostra crescimento impulsionado por alimentos e combustíveis; setor de moda recua 4,4% no período

Varejo fecha terceiro trimestre com alta de 6,3% ante 2025, aponta Stone
Supermercado: setor de alimentos liderou crescimento no trimestre. Foto: Roberto de Lira

Comércio brasileiro registra avanço de 6,3% no terceiro trimestre ante 2025, segundo Índice do Varejo Stone. Hipermercados e combustíveis puxam ganhos.

O comércio brasileiro encerrou o terceiro trimestre de 2026 com alta de 6,3% na comparação anual, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS).

Na comparação com o segundo trimestre do ano, o varejo registrou crescimento de 1,6%. Em setembro, o comércio apresentou recuo de 0,3% ante agosto, mas avançou 5,4% na comparação com o mesmo mês de 2025.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, o comércio registrou crescimento de 4,7% frente ao mesmo período de 2025.

No desempenho mensal de setembro, três dos oito segmentos acompanhados pela pesquisa apresentaram crescimento. A maior alta foi em Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (1,3%), seguida por Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (0,6%) e Artigos Farmacêuticos (0,5%).

Entre os segmentos com retração mensal estão Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (1%), Móveis e Eletrodomésticos (0,9%), Combustíveis e Lubrificantes e Material de Construção (ambos com 0,4%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,2%).

No terceiro trimestre, cinco dos oito segmentos registraram altas na comparação com o segundo trimestre. O maior avanço foi em Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (4,3%), seguido por Combustíveis e Lubrificantes (2,8%), Artigos Farmacêuticos (2,3%), Material de Construção (0,8%) e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (0,3%).

No comparativo anual do terceiro trimestre, cinco dos oito segmentos apresentaram crescimento. Combustíveis e Lubrificantes lideraram com alta de 13,4%, seguidos por Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (11,9%), Artigos Farmacêuticos (4,8%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (3,6%) e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (1,4%).

Entre os segmentos com desempenho negativo no trimestre, Tecidos, Vestuário e Calçados apresentou queda de 4,4%, seguido por Móveis e Eletrodomésticos (0,5%) e Material de Construção (0,4%).

Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, a renda continua sustentando o consumo, especialmente nos segmentos ligados às necessidades do dia a dia, enquanto as condições de crédito seguem limitando os setores dependentes de financiamento. Isso explica por que a recuperação ocorre de forma desigual entre segmentos, com força nos itens essenciais e fraqueza em produtos de maior valor agregado.