Prefeito Marcel Micheletto, próximo ao grupo derrotado, participou de jantar em Curitiba com o governador eleito Sergio Moro

Lideranças políticas que integravam grupo derrotado nas eleições estaduais de 4 de outubro apareceram em jantar com o governador eleito nesta terça (13)
Nesta terça-feira (13 de outubro), um jantar organizado pelo governador eleito Sergio Moro (PL-PR) em Curitiba para impulsionar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro reuniu lideranças políticas paranaenses, causando incômodo político para o grupo derrotado na eleição estadual de 4 de outubro.
Entre os participantes estava Marcel Micheletto (PSD), presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), considerado uma das figuras mais próximas do grupo político do governador Ratinho Junior (PSD-PR). Micheletto publicou registros do encontro ao lado de Moro em suas redes sociais.
Micheletto descreveu o encontro como “um momento de diálogo e fortalecimento das relações entre lideranças políticas e representantes dos municípios do Paraná”. O evento ocorreu no tradicional restaurante Madalosso, em Curitiba.
Flávio Bolsonaro não participou pessoalmente do jantar. O candidato do PL enviou um vídeo aos presentes durante o evento.
A presença de aliados históricos de Ratinho Junior confraternizando com Moro poucos dias após a derrota eleitoral provocou desconforto entre integrantes e apoiadores do grupo derrotado. Um apoiador do governador resumiu o sentimento: “Levamos uma ‘enzorbada’ e tava todo mundo lá????”.
Bibito, identificado no meio político como aliado de Ratinho Junior, publicou vídeo em redes sociais após o encontro manifestando críticas à velocidade da aproximação. Ele afirmou estar ainda em “luto” pela derrota eleitoral do grupo. “Levamos uma enzorbada esses dias nas urnas, perdemos a eleição. O meu grupo político perdeu a eleição”, disse.
Bibito deixou claro que não considera errado apoiar Flávio Bolsonaro ou participar de eventos políticos do grupo adversário, mas criticou a rapidez da transição. “Gente, disfarça. Não pode ser assim”, afirmou, argumentando que dirigentes que participaram da campanha derrotada deveriam preservar a identidade política construída com seus eleitores.
“Tem que ter respeito não só com eles, mas com seus eleitores, porque senão seus eleitores vão ficar desconfiados”, completou. Segundo Bibito, diálogos futuros com o novo governo estadual são possíveis, mas devem ocorrer sem apagar rapidamente a trajetória política do grupo derrotado.





