Contrato dezembro/26 recua 0,41% após USDA elevar projeção de produção para 407,28 milhões de toneladas

Preços do milho encerraram quarta-feira em queda na Bolsa de Chicago, com contrato dezembro/26 recuando 0,41%, após USDA elevar estimativas de produção americana.
Os preços internacionais do milho encerraram quarta-feira (14) em campo negativo na Bolsa de Chicago (CBOT), com oscilações e redução das perdas ao longo da tarde. O contrato dezembro/26 terminou negociado a US$ 4,8075 por bushel, recuando 2,00 pontos, equivalente a 0,41%.
O contrato março/27 recuou 2,25 pontos, sendo cotado a US$ 4,9425. O maio/27 também perdeu 2,25 pontos, encerrando a US$ 5,0175. O julho/27 registrou desvalorização de 2,25 pontos, valendo US$ 5,0750.
Durante a manhã, o contrato dezembro/26 havia chegado a US$ 4,7800 por bushel, com perda de 4,75 pontos, mas recuperou parte do terreno até o encerramento da sessão. O mercado continua assimilando o aumento das estimativas de produção e estoques dos Estados Unidos divulgado pelo Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) na última sexta-feira.
O USDA elevou a projeção de produção americana de 401,33 milhões para 407,28 milhões de toneladas. Os estoques finais estimados também aumentaram, passando de 39,79 milhões para 46,97 milhões de toneladas. Segundo o banco Itaú BBA, a maior disponibilidade do cereal nos Estados Unidos deverá manter a pressão sobre os preços internacionais e ampliar a concorrência com outras origens exportadoras, incluindo o Brasil.
O desempenho das exportações americanas será um dos fatores determinantes para a trajetória das cotações nos próximos meses, conforme avalia o Itaú BBA. Vendas externas abaixo das projeções poderão resultar em estoques ainda maiores, mantendo a pressão baixista sobre os preços.
Outro fator acompanhado pelos investidores é o avanço da colheita norte-americana. No relatório divulgado na terça-feira (13), o USDA informou que os trabalhos atingiram 33% da área cultivada, contra 23% na semana anterior. Apesar do avanço de dez pontos percentuais, a retirada do cereal continua abaixo da média histórica de 39% para o período.
As condições das lavouras também apresentaram melhora, com 56% das áreas classificadas como boas ou excelentes, segundo o USDA.







